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Google: ativistas pela privacidade dizem que buscador sabe demais

Depois de o Google ser intimado a ceder logis de usuários do serviço, defensores qustionam monitoramento de usuários do YouTube.

Computerworld/EUA

08/07/2008 às 11h12

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Após o Google ser obrigado a fornecer os logins dos usuários do YouTube à Viacom International, grupos de privacidade levantaram questões sobre o monitoramento do serviço de vídeos.

No processo por direitos autorais iniciado pela Viacom em 2007, o Google pediu que os logs fossem anônimos para manter a privacidade dos usuários.

“O Google retém todos os termos de busca dos usuários do YouTube. Esta prática coloca os dados em risco”, disse o diretor executivo do Electronic Privacy Information Center (EPIC), Marc Rotenberg.

Segundo ele, o resultado disso pode ser comprovado em um caso há dois anos, quando o Departamento de Justiça dos Estados Unidos intimou o Google a fornecer milhões de termos de buscas para impedir mudanças na Lei de Proteção Online às Crianças.

Além disso, o argumento de que os IPs armazenados pelo YouTube fornecem dados que identificam os usuários vai contra o próprio Google, que já disse que os IPs e dados de busca eram praticamente inúteis para a identificação.
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Rotenberg defende que “o caso da Viacom mostra que
as empresas nem sempre podem controlar quem acessa esses dados.”

O diretor do Center for Digital Democracy, Jeff Chester, concordou com Rotenberg, afirmando que os advogados de privacidade deviam ser tão críticos com o Google como são em relação à decisão do juiz no caso do YouTube.

“O Google está coletando informações dos usuários do YouTube para expandir seu negócio de anúncios direcionados”, diz Chester. O executivo cita a aquisição da DoubleClick como prova da aspiração do Google. “Por que o Google está rastreando e analisando nossos hábitos de vídeo online? O objetivo só pode ser para oferecer campanhas de marketing altamente direcionadas”, afirma.

Chester ainda releva que no mundo online, IPs, cookies e outros dados rastreados podem ajudar a “identificar uma pessoa com mais eficiência que se assume”, completa.

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