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Google conversa com grandes editoras sobre “banca digital” para Android

Segundo o Wall Street Journal, empresa prepara serviço para venda de jornais e revistas, prometendo cobrar menos que a Apple.

Computerworld/EUA

03/01/2011 às 16h27

Foto:

A Google tenta obter o apoio de editoras de revistas e
jornais para a criação de uma banca digital voltada a usuários de smartphones e
tablets equipados com o sistema operacional Android, de acordo com informe do
Wall Street Journal.

A banca seria operada pela Google e incluiria apps das
empresas de mídia, oferecendo versões de suas publicações para esses aparelhos,
afirmou o jornal, citando fontes próximas ao assunto.

A iniciativa posiciona a Google como rival de diversas
empresas que oferecem versões digitais de suas publicações, como a Amazon.com
(com sua Kindle Store) e a Apple, que tem a loja iTunes.

A Google já compete com essas empresas desde o lançamento,
em dezembro, da Google eBookstore. Seus livros são compatíveis com diversos
aparelhos, incluindo o Nook (da Barnes & Noble), o Sony Reader, e o iPad,
iPhone e iPod, da Apple, além de um leitor baseado na web, afirmou a Google, em
dezembro. Alinhada com a estratégia da empresa, a banca poderá funcionar com
vários outros leitores além dos existentes para Android.

Contudo, os detalhes do projeto e seu cronograma de
lançamento são vagos e podem não se materializar, ressaltou o jornal, citando
executivos de mídia que conversaram com a Google.

Um porta-voz da Google na Índia afirmou não haver nada de
concreto para divulgar no momento.

“Nós temos dito de forma consistente que conversamos com as
editoras sobre formas de trabalho conjunto, até mesmo se podemos ajudar com
tecnologias para serviços de assinatura. Não temos nada para anunciar no
momento”, afirmou a Google ao Wall Street Journal.

A lista de editoras que conversaram com a Google sobre os
planos inclui a Time (da Time Warner), Condé Nast e Hearst Corp., de acordo com
pessoas próximas ao assunto, informou o jornal. As três editoras não quiseram
comentar o assunto.

A Google tem dito às editoras que cobraria menos, nas vendas,
que a Apple com sua loja iTUnes, afirmou o jornal. A empresa também propôs ceder
às editoras alguns dados pessoais sobre os compradores dos apps, para ajudá-los
com o planejamento do marketing ligado a produtos ou serviços, acrescentou.

A Apple planeja fazer mudanças no iTunes para responder às
frustrações das editoras com a loja online, o que incluiria o compartilhamento
de informações dos consumidores com as editoras. Os assinantes, contudo, teriam
de concordar em compartilhar suas informações, o que deixa muitas editoras
insatisfeitas já que elas não esperam que eles optem por divulgar seus dados,
acrescentou o jornal.

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