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Google desabilita novos vídeos e comentários em YouTube da Coreia

Mudança no serviço na Coreia do Sul segue lei mais rígida no país que exige que usuários forneçam nome e documento de identificação reais

IDG News Service / Japão

13/04/2009 às 10h53

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O Google desabilitou publicação e comentários em vídeos da sua versão coreana do YouTube como reação a uma nova lei que exige que o nome real do usuário seja listado com cada contribuição feita online. As regras, parte da Lei para Difamação Cibernética, começou a valer em primeiro de abril para todos os sites com mais de cem mil visitantes únicos por dia.

A lei exige que usuários forneçam seus nomes reais e números da cédula de identidade regional. Em resposta às exigências, o Google impediu que usuários publicassem vídeos no YouTube coreano e começou um novo sistema de registro. "Nós somos a favor da liberdade de expressão e estamos comprometidos com a abertura", afirmou a porta-voz do YouTube na Ásia. "É muito importante que, caso queiram, usuários possam ser anônimos".

Ainda que respeite a decisão da Justiça, o YouTube oferece um "atalho" para que coreanos continuem publicando conteúdo no serviço - nas suas preferências, basta mudar o país de Coreia do Sul para qualquer outro que as restrições não se aplicam mais. A decisão foi tomada após debates entre o Google Coreia do Sul e a operação norte-americana, afirmou a porta-voz.

A nova lei foi formulada e aprovada às pressas após o suicídio de uma popular atriz em outubro que fez com que os legisladores do país atentassem para os problemas do bullying online em um país com baixos índices de exclusão digital.

Choi Jin Sil foi induzida ao suicídio após uma série de rumores online sobre uma suposta pressão sobre um ator para que ele pagasse uma dívida. O ator, Ahn Jae Hwan, havia se matado um mês antes. Os suicídios foram os casos mais recentes de bullying online no país e ajudaram a oferecer suporte da sociedade à lei mais restritiva.

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