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Google e Facebook podem saber quando você acessou um site pornô

Relatório afirma que nove em cada dez sites de conteúdo adulto compartilham dados dos usuários com outras empresas

Da Redação

19/07/2019 às 13h00

Foto: Shutterstock

Aquele "pornozão" que você acessa (ou não) de vez em quando na internet pode estar sendo monitorado por empresas como Google e Facebook. Essa é a constatação de um novo estudo conduzido por pesquisadores da Microsoft e das Universidades Carnegie Mellon e da Pensilvânia, ambas nos Estados Unidos. De acordo com o relatório, 93% dos sites de conteúdo adulto compartilham dados dos usuários com terceiros, mesmo se o internauta estiver no modo anônimo.

A pesquisa analisou mais de 20 mil sites pornográficos, e a coleta de dados ocorre por diversos serviços. Entre os principais estão APIs e análises do Google, que respondem por 50% dos endereços analisados. Os dados então podem ser usados para elaborar perfis detalhados dos hábitos dos usuários, incluindo seus interesses sexuais, que podem ser compartilhados e vendidos para empresas que disparam publicidade direcionada.

A pesquisa também sugere que o Google e suas subsidiárias gerenciam serviços de rastreamento em cerca de 74% dos sites de pornografia examinados. O Facebook, por sua vez, responde por cerca de 10% desse tráfego. O uso de ferramentas de código e análise não significa que essas empresas utilizam as informações coletadas por esses meios, porém as companhias têm acesso a muitos dados sem consentimento do usuário.

Os modos anônimo e privado geralmente impedem que o navegador salve suas atividades de pesquisa. No entanto, os ISPs, sites e serviços de rastreamento ainda recebem essas informações. Além disso, o modo de navegação anônima não aumenta necessariamente a segurança. Se um site não oferecer suporte à criptografia (apenas cerca de 17% dos sites pornôs analisados ​​o fizeram), suas informações de login ou senha correm o mesmo risco, independentemente se você navegar em particular ou não.

Portanto, os usuários provavelmente serão rastreados sempre que visitarem um dos milhares de sites investigados e, devido a práticas de segurança insatisfatórias, correrem um risco significativo de ter seus dados privados compartilhados ou usados ​​incorretamente.

Fontes: CNET, Android Authority

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