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Google e Yahoo firmam acordo na área de publicidade

Poucas horas após dizer que encerrou negociações com a Microsoft, o Yahoo anunciou que vai começar a rodar os anúncios do Google.

IDG News Service/EUA

12/06/2008 às 19h53

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Poucas horas após dizer que encerrou negociações com a Microsoft, o Yahoo anunciou que vai começar a rodar os anúncios do Google com os resultados de buscas de seu mecanismo.

O Yahoo estima que o acordo, que tem duração de 10 anos, movimente cerca de 800 milhões de dólares de receita nos primeiros 12 meses e gere entre 250 milhões de dólares e 450 milhões de dólares em fluxo de caixa no primeiro ano.

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Em comunicado para a imprensa, o Yahoo esclareceu que o acordo não prevê exclusividade, o que abre precedentes para que outras companhias, além do Google e do próprio Yahoo, explorem publicidade junto ao seu serviço de buscas.

No anúncio, o Yahoo esclarece que o acordo prevê que o conselho da empresa escolherá quais palavras-chaves serão usadas para o fornecimento de publicidade pela plataforma AdWords, do Google, e onde os anúncios serão reproduzidos.

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O Yahoo esclareceu também que pretende explorar tanto a sua própria plataforma de publicidade Panama quanto à de publicidade do Google.

O acordo vale apenas para os mercados canadenses e norte-americanos. Procurado pelo IDG Now!, o Yahoo Brasil  ainda não pronunciou sobre os impactos que o acordo terá na operação brasileira.
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O anúncio, esclarece o Yahoo, vale apenas para a publicidade reproduzida a partir de termos buscados em seu sistema e não envolve os resultados orgânicos, que continuarão a usar o algoritmo desenvolvido pela companhia.

"Nossa estratégia é especificamente moldada para capitalizar a convergência (entre busca e anúncios) - e este anúncio nos ajuda a seguir em frente de uma maneira significativa", afirmou o co-fundador e CEO do Yahoo, Jerry Yang, em comunicado à imprensa.

A presidente do Yahoo, Sue Decker, afirmou que o acordo "oferece uma fonte de fundos tanto para entregar valor financeiro para acionistas como para investir em nossa estratégia mais ampla para transformar publicidade e avançar no nosso objetivo com nossos usuários".

Apesar de o Yahoo e o Google afirmarem que não precisam de aprovação
de órgãos reguladores do comércio para fechar o acordo, eles vão adiar
a implementação em três meses e meio enquanto o Departamento de Justiça
avalia o negócio, disse o Yahoo em um comunicado.

O anúncio acontece após o Yahoo encerrar negociações com a
Microsoft
. O Conselho do Yahoo enfrenta proposta do bilionário
investidor Carl Icahn, que quer substituir todos os conselheiros do
Yahoo para forçá-los a aceitar a oferta da Microsoft.
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A parceria foi fechada de maneira a permitir que qualquer um dos lados quebre o contrato caso o controle de algum das empresas seja mudado, uma referência direta à possibilidade de Icahn trocar o conselho do Yahoo para tentar ressuscitar a hipótese de venda para a Microsoft.

Ainda assim, o Yahoo fica obrigado a pagar uma multa de 250 milhões de dólares, sujeita a redução de metade da receita acumulada pelo Google pelo acordo, caso seu controle acionário seja mudado nos próximos 2 anos, o que transparece uma crença de Yang e Decker de que o Yahoo não sucumbirá ante aos esforços do investidor.

Segundo os dados mais recentes da consultoria comScore, Google e Yahoo ocupam os dois primeiros lugares no ranking de buscadores nos Estados Unidos, responsáveis por 82% de todos os termos procurados no mercado norte-americano em abril deste ano.

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