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Google negocia com provedores preferência no tráfego internet

Buscador pode pagar provedores para ter tratamento preferencial. Proposta contraria conceito de internet neutra.

Redação do IDG Now

15/12/2008 às 10h41

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google_evil_88.jpgA tão comentada neutralidade na web está perdendo um de seus mais poderosos defensores. O Google negocia com grandes operadoras de telefonia e provedores de conexão a cabo dos EUA a criação de uma espécide de "via expressa" para conteúdo transmitido por ele. A informação é da reportagem do Wall Street Journal.

A postura do Google contraria praticamente todo o conceito de neutralidade na web, que afirma que os provedores de coenxão internet devem tratar todos os provedores de conteúdo da mesma maneira.

Os provedores de acesso à web, porém, argumentam que os provedores de conteúdo devem “rachar a conta”, principalmente porque o tráfego de dados vem crescendo cerca de 50% anualmente - a popularização dos serviços de vídeo online é uma das explicações para esse crescimento.

Uma maneira de o Google compensar os provedores de acesso é a criação de uma “via expressa” exclusiva para seus dados, e o buscador, claro, pagaria para ter esse canal de dados. O buscador é dono do YouTube, site de vídeo com maior audiência da web e um devorador de banda.

Segundo o WSJ, a proposta do Google, chamada de OpenEdge, seria pagar para colocar os servidores da empresa dentro da rede dos principais provedores de acesso à web. Com isso, o serviço do Google seria mais rápido para os internautas e daria uma vantagem competitiva que outras empresas não teriam como bancar.

Apesar de o acordo ser, teoricamente, favorável, as empresas provedoras de acesso à web ainda estão relutando em fechar um acordo com o Google. Um grande provedor, por exemplo, teme que a criação da “via expressa” possa violar as diretrizes da Federal Communications Comission (FCC) para a neutralidade na web.

Separadamente, a Microsoft e o Yahoo deixaram, sem anunciar, uma coalizão formada dois anos atrás para proteger a neutralidade na web. Cada companhia fechou parcerias próprias com os provedores de acesso à rede mundial de computadores.

O grande problema da neutralidade na web é que os provedores de acesso podem priorizar determinadas páginas web de acordo com o valor pago pelos sites. Por exemplo, a Americanas.com pode ter prioridade - e oferecer um site mais rápido - simplesmente porque pagou mais para um provedor de acesso. Enquanto, isso uma loja mais simples ofereceria um serviço mais lento, pois não pagou para um provedor de acesso.

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, já afirmou que é a favor da neutralidade na web e de que lutará para mantê-la. Mas só depois que ele tomar posse é que vamos saber se Obama vai manter sua palavra.

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