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Google promete punir sites de e-commerce com má-reputação

Algoritmo levará em consideração a origem da menção à empresa e, se for negativa, penalizará o site nos resultados da busca

PC World/EUA

02/12/2010 às 15h23

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O Google aprimorou o algoritmo de buscas e de ranqueamento,
responsável por elencar os sites mais relevantes de acordo com o termo buscado
em seu campo de buscas. A medida acontece logo depois de uma matéria publicada
no jornal norte-americano The New York Times, em que é levantada a questão
sobre a influência de menções negativas sobre empresas, que podem ajudar
marcas a permanecerem em posições privilegiadas entre os resultados de busca.

Em um post publicado no blog da companhia, a Google se diz
horrorizada com o relato do consumidor e afirma ter reunido imediatamente uma
equipe para dar alterar o algoritmo que permite esse tipo de contribuição,
favorável a aumentar o PageRank (um score próprio do Google). A nova função do
algoritmo levará em consideração a origem da menção à empresa e , se for
negativa, penalizará a nota atribuída à URL com o conteúdo.

O estopim foi a publicação do relato de Clarabell Rodiguez.
Ela adquiriu um par de óculos da marca Lafont no site decormyeyes.com. Ao
clicar em "comprar", Clarebelle foi condenada a penar no inferno dos consumidores
insatisfeitos. O item que queria adquirir havia acabado no estoque da empresa, que
se recusava a restituir o dinheiro gasto pela cliente. Ao, finalmente, receber
os óculos, Clarabelle percebeu tratar-se de uma imitação; o produto era, na
falta de termo mais preciso, falso. A cliente entrou em contato com a loja e
foi ameaçada.

O caso foi mais longe e envolveu a companhia de cartão de
crédito, para onde o proprietário da loja, de nome Vitoly Borker, ou um de seus
amigos, telefonou para, em nome de Clarabelle, informar que a questão havia
sido resolvida.

Assim que Borker se deu conta de que teria posições cada vez
melhores nas páginas de resultados do Google, mesmo que fossem fruto de
reclamações contra sua empresa, deu início a uma campanha de mau atendimento. O
único fator que Vitoly parece respeitar são as empresa de cartão de crédito. Se
as queixas forem muitas, ele pode ter sua licença de funcionamento com cartões
cassada.

Bom, a Google voltou ao assunto e informa que, de agora em
diante, golpistas deixarão de ter um lugar ao sol no buscador, sem dar detalhes
sobre como irá combater a proliferação de empresas desonestas.

A lição que fica dessa história é: verifique a reputação das
lojas online antes de lhes confiar seu dinheiro em troca de produtos que podem
não existir. Sites como eBay e a Amazon classificam os vendedores no próprio
site, o que torna a identificação de possíveis armadilhas mais fácil. Mas
existem outros sites dedicados a informar sobre a reputação de comércios
virtuais. Entre esses estão o ResellerRatings e o Ripoff Report.

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