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Google reforça defesa sobre acordo de publicidade com Yahoo

Anúncios baseados em leilões e independência do Yahoo são argumentos de Tim Armstrong, presidente de publicidade do Google.

IDG News Service

22/09/2008 às 17h29

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O Google Inc. reforçou a defesa de seu acordo com o Yahoo envolvendo publicidade online, diante das crescentes críticas sobre um possível monopólio do gigante de buscas com a aliança.

Tim Armstrong, presidente de publicidade do Google na América do Norte, escreveu dois posts separados na última semana defendendo o acordo, que envolve a terceirização da área de links patrocinados do Yahoo para o Google.

Em uma delas, ele busca dissipar a noção de que o acordo pode levar a aumento de preços de anúncios online, observando que os valores são definidos com base em leilões. Em um segundo post, Armstrong argumenta que o acordo, na realidade, será bom para a competição porque o Yahoo continua sendo uma empresa independente o que, segundo ele, certamente não aconteceria se a Microsoft tivesse adquirido o Yahoo.

"O Yahoo continuará mantendo sua própria ferramenta de buscas e de publicidade", disse Armstrong. "O Yahoo vai se beneficiar do Google em áreas onde possui baixo inventário e ainda mantém controle sobre quanto e qual inventário estará disponível para o Google. E o Yahoo investirá sua receita adicional em um concorrente viável em publicidade."

Além de ter sido alvo de um protesto da Associação Mundial de Jornais e de estar sob os olhares de especialistas em antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), o acordo Google-Yahoo continua circulando na blogosfera.

Michael Arrington, blogueiro do TechCrunch, observou no domingo (21/09) que o acordo traria um montante desproporcional de anunciantes à mesa do gigante de buscas. Segundo ele, a real vantagem da aliança é a criação de relacionamentos comerciais diretos entre as empresas e os anunciantes.
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"Quando mais anunciantes entrarem com suas apostas, maior será o preço. Com a adição do Yahoo na lista de resultados, haverá ainda mais inventário e ainda mais incentivo para que os anunciantes pulem para a plataforma do Google."

Em seu post, Arrington notou que sites de terceiros como MySpace, Facebook, Digg e outros, que exibem anúncios do Google em suas páginas estão à mercê do Google na hora de renovar contratos.

"O Google pode dar ao Yahoo a maior parte da receita dos anúncios hoje, mas em dez anos, quando o Google for o único player na área, veja os termos se movendo para um modelo mais monopolista" nota Arrington.

Paul Glazowski, blogueiro do Mashable, argumenta que a participação do Google no mercado de buscas deve ser examinada como parte da parceria. "Resumindo, é isto que determina o valor da publicidade (...). Eventualmente, a escolha realmente começa a ser uma questão de ser ou não ser visto. Este é quase o caso em algum nível. E isto será ainda mais evidente se o acordo Google-Yahoo tornar-se real."

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