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Google remove aplicativos de celulares Android remotamente

Essa não é a primeira vez que a empresa toma tal atitude, mas comunicar a ação no blog corporativo é algo inédito.

IDG News Service

24/06/2010 às 19h18

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A Google divulgou na quinta-feira (24/06), em seu blog, a remoção de dois aplicativos para celulares com Android que não estavam de acordo com os termos de sua loja virtual.

Um dos programas tinha em sua descrição: “para fins de pesquisa”. Segundo Rich Cannings, chefe da equipe de segurança para Android, a informação deturpou sua verdadeira função, o que encorajava os usuários a baixarem o programa.

Apesar de não acessar dados privados ou agir de modo malicioso, o aplicativo era inútil, motivo pelo qual logo após ser baixado ele já era desinstalado pela maioria dos usuários, disse o executivo.

O autor do programa já havia retirado sua criação da Android Market, mas a Google decidiu apagá-la remotamente de todos os celulares em que estava presente. Logo depois, a empresa notificou os usuários sobre sua ação.

Não está claro por que a Google resolveu discutir a remoção publicamente a partir de seu blog. Ano passado, em um acordo com a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês), a empresa resolveu retirar cerca de 1% de todas as aplicações de sua loja virtual, por não respeitarem as regras estabelecidas. Nesse caso, não houve nenhum comunicado oficial em sua página.

“Estamos, simplesmente, destacando uma característica do modelo de segurança que adotamos para o Android”, afirmou o porta-voz da companhia.

Privacidade
O informe no blog surge um dia depois de um estudo ressaltar o grande número de aplicativos maliciosos existentes no Android Market; mais da metade deles seriam suspeitos, atesta a pesquisa da SMobile. O relatório classificou como duvidoso qualquer programa que pedisse permissão para acessar dois ou mais tipos de dados pessoais.

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Em resposta, a Google ressaltou que os usuários têm controle sobre quais serviços podem acessar suas informações, já que são eles que autorizam tal comportamento no momento em que o download é feito. A empresa também reiterou que pode, e vai, desabilitar os aplicativos maliciosos.

No comunicado da quinta-feira, assinado por Cannings, a Google propagandeia sua habilidade de remover remotamente programas do Android. “Em casos de emergência, um aplicativo perigoso pode ser removido completamente de forma rápida e definitiva, a fim de evitar que os usuários sejam expostos a ele. Ao mesmo tempo que desejamos não ter que tomar uma atitude drástica como essa, sabemos que temos essa habilidade”, avisa.

Os usuários estão cientes desta possibilidade desde que o primeiro celular com Android foi lançado, pois isso está descrito nos termos de serviço do software. Isso evitou que uma polêmica maior surgisse, como a que ocorreu com o lançamento do iPhone, pois a Apple não foi transparente nesse sentido e demorou alguns dias antes que um desenvolvedor descobrisse a cláusula.

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