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Google revela Athena, futuro do Chrome OS, inspirado no Material Design

François Beaufort, evangelista do Chrome OS, publicou no Google + uma imagem preliminar do que pode ser a próxima versão do sistema operacional.

Brad Chacos - PC World USA

21/07/2014 às 0h02

chromebook 520.jpg
Foto:

O engenheiro evangelista do Chrome OS François Beaufort, integrante do time do Chromium que trabalha nas futuras versões do sistema operacional da Google, revelou na sexta-feira em um post na sua página do Google + uma imagem preliminar do "Projeto Athena", que deverá ser a próxima versão do Chrome OS.

Ainda bem que Beumont avisa que é um "experimento", porque a tela mostrada no post é muito feia. Mas fica evidente que é um rascunho e Beaumot escreve em seu post que "o primeiro rascunho consiste de uma coleção de janelas com uma gestão simples de telas".

projeto athena 620

Um primeiro olhar no layout sugere que o Projeto Athena para Chrome OS vai adotar a nova linguagem visual Material Design, anunciada pela Google para o Android L durante a Google I/O 2014. O conceito define um conjunto de regras básicas de organização do espaço na tela para que os produtos e apps sejam multiscreen e possam trabalhar em várias plataformas de hardware a partir de uma plataforma comum de linguagem de tela.

Janelas no lugar de abas?

Mas há dúvidas importantes sobre o que essa tela sinaliza. Embora o Athena pareça projetado para se encaixar na estratégia Material Design, é difícil entender por que a escolha do caminho das mútilpas janelas é uma solução melhor para a interface do que as tabs de browser tradicionais que hoje estão no Chrome OS.

Claro, a nova versão se casaria com o conceito do Android L que apresenta na tela apps e páginas web tratadas como entidades individuais "acinzentando"  a fronteira entre o online e o offline. Mas eu pergunto se essa é realmente a melhor solução do que as abas, levando em conta que esse sistema operacional foi projetado para PCs com touchpads e teclados e que grande parte do Chrome OS está associada ao próprio browser.

À primeira vista não me convence.

O Chrome OS fez grandes progressos nos últimos meses, adicionando um recurso para abrir novas apps que lembra o menu Start do Windows; Chrome Apps que rodam fora do browser e mais um punhado de recursos offline. Mais do que meros conduítes para a web, os Chromebooks estão finalmente começando a se parecer com verdadeiros PCs com um sistema operacional desktop.

A tela mostrada por Beaufort sinaliza que uma parte da funcionalidade do Chrome OS poderá ser sacrificada para que o sistema operacional se encaixe melhor na nova estética da Google. Eu espero que isso não aconteça. Posso estar pegando pesado na crítica a partir de uma única tela de um build inicial do "novo tipo de experiência de usuário" do Chrome OS , como Beaufort define o Athena, mas isso é porque eu me preocupo - eu uso um Chromebook como meu notebook do dia a dia.

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