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Google Street View não obteve dados pessoais nas ruas da Inglaterra

Segundo ICO, informações analisadas não incluíam nenhum tipo de dado privado que poderia identificar uma pessoa.

PC Advisor (Reino Unido)

29/07/2010 às 16h11

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O Gabinete do Comissário da Informação (ICO), órgão de proteção à privacidade, sediado na Inglaterra, confirmou que os dados coletados pelas antenas do Google Street View de redes WiFi desprotegidas não traziam “informações pessoais significativas”.

"Com base em amostras do que vimos, estamos satisfeitos. E é até improvável que o Google tenha capturado uma quantidade significativa de dados pessoais".

Em diversos países do mundo, como EUA, Reino Unido, Itália, Canadá e Austrália, o Google vem sendo investigado por autoridades responsáveis pela proteção de dados por capturar tais informações sem autorização, por meio de um dos seus serviços de mapeamento, o Google Street View. O fato só veio à tona depois que o governo alemão solicitou tais dados para auditoria e teve seu pedido negado pelo Google. Isso porque a empresa afirmou que coletou apenas informações SSID (os nomes das redes) e endereços MAC (número dado aos dispositivos Wi-Fi, como um roteador). No entanto, o Street View também colhera dados como e-mails e conteúdos de páginas de web.

“Quando o Google considerou ser improvável que tenha capturado algo mais do que fragmentos de conteúdos, quisemos assegurar que essa informação estivesse correta. Logo, queríamos fazer nosso próprio julgamento quanto à probabilidade de que os dados pessoais foram, de fato, mantidos em segurança, além de nos certificarmos de que não haveria qualquer risco de invasão”, declarou a ICO em um comunicado, depois de uma visita aos escritórios do Google no dia 15 de julho.

“As informações que nós vimos não incluíam nenhum tipo de dado privado significativo e que poderiam identificar uma pessoa. Logo, estaremos notificando também a Privacy International e outros órgãos que cobraram uma posição nossa”, continuou a ICO.

Em junho deste ano, a ICO havia se recusado a auditar a coleta de dados do Street View, a pedido da Privacy International. Com isso, essa última divulgou que não tinha outra escolha a não ser envolver a Scotland Yard – a polícia metropolitana britânica – no caso, que confirmou que começaria a investigar o caso. No entanto, a ICO recuou em sua decisão e analisou as informações do Street View.

Com a repercussão gerada pelo caso, o Google retirou os carros do Street View das ruas. No entanto, no início deste mês, a empresa voltou a utilizá-los – sem as antenas que capturam os dados de redes Wi-Fi – em países como Irlanda, Noruega, África do Sul e Suécia.  E ainda afirmou que retomaria o serviço também em outros países em um futuro próximo.

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