Governo Bolsonaro avalia se vai restringir operações da Huawei no Brasil

Segundo o ministro das Relações Internacionais, é preciso avaliar a medida do ponto de vista internacional. Fabricante enfrenta sanções dos EUA

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Em entrevista à revista VEJA, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, declarou que o Itamaraty está avaliando se será imposta uma restrição parcial ou completa à Huawei, no que diz respeito às redes 5G que serão instaladas no país.

A empresa que possui 70 mil das mais de 86 mil antenas de rádio responsáveis por transmitir os sinais 3G, 4G e LTE no Brasil, está na mira do governo do presidente Jair Bolsonaro, por ter sido acusada por Donald Trump de operar uma rede de espionagem a favor de Pequim. O governo americano vetou a presença da Huawei em seu território e vem pressionando seus aliados a tomarem a mesma atitude. Japão, Austrália e Nova Zelândia já seguiram as diretrizes.

“Queremos entender melhor quais são os eventuais problemas, diante de uma perspectiva técnica, que podem ser identificados na tecnologia da Huawei. É um trabalho que precisa ser feito, porque nós sabemos que existem preocupações americanas. Queremos entender melhor quais são elas e estamos trabalhando diretamente nessa questão”, afirmou o chanceler.

Enquanto isso, o vice-presidente Hamilton Mourão disse após voltar de uma viagem oficial à China – onde se reuniu com o presidente da Huawei – que não haverá nenhuma limitação à presença da empresa no Brasil. “No nosso governo não tem receio”, anunciou o general, que admitiu ao jornal Valor Econômico que Trump alertou Bolsonaro sobre a situação com a multinacional de telecomunicações.

Araújo ressaltou que “é óbvio que a decisão final é sempre do presidente”, mas não negou que o posicionamento de Mourão está de acordo com o adotado pelo Itamaraty. “Temos a responsabilidade de olhar para isso do ponto de vista de como outros países estão vendo. Precisamos ver como isso reflete nos cenários geopolíticos e geoestratégicos e avaliar tecnicamente a qualidade relativa ou a vulnerabilidade relativa de uma tecnologia A, B ou C. Esse é um processo que precisa ser realizado”, disse.

A tecnologia 5G da Huawei já está sendo testada em Florianópolis e, para o setor de telecomunicações, manter a parceria com a empresa chinesa é uma medida estratégica, já que ela lidera o mercado brasileiro. Entre 2015 e 2018, o negócio movimentou R$ 1.9 bilhão.

Fonte: Veja

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