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Governo e indústria querem conversor para TV digital mais barato

Intel, ST Microeletronics, NXP, Broadcom e Piqqual mostraram em Manaus plataformas para fabricação do dispositivo com Ginga.

Edileuza Soares, para o IDG Now!

27/11/2009 às 14h16

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O governo brasileiro quer que a classe C assista à Copa do Mundo de 2010 em TV digital. Para que isso aconteça, busca formas que viabilizem a fabricação local de conversores populares com interatividade.

Há estudos para a criação de um Processo Produtivo Básico (PPB) e implantação de um programa de incentivos para que set-top boxes nacionais cheguem às lojas ainda no primeiro trimestre do próximo ano por até 180 reais, com opção de parcelamento de preço.

Um primeiro passo nesse sentido foi dado esta semana durante a Feira Internacional da Amazônia (FIAM 2009), realizada em Manaus. Técnicos do governo levaram para o evento cinco multinacionais de semicondutores para mostrar para indústria nacional plataformas de desenvolvimento local de conversores baseados no Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) com o software de interatividade Ginga embarcado. Foram elas Intel, STMicroelectronics, NXP, Broadcom e pela indiana Piqqual.

 Agora o governo vai aguardar o interesse das empresas nacionais para a produção dos conversores dessas cinco indústrias de semicondutores.

Caso haja receptividade, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) deverá criar um PPB para incentivar a fabricação desse produto. “Esperamos ter uma resposta ainda este ano para que os conversores cheguem às lojas no primeiro trimestre do ano que vem”, diz  André Barbosa, assessor especial da Casa Civil.

Produção em larga escala
“As cinco indústria de semicondutores Essas empresas querem desenvolver conversores interativos para o sistema brasileiro de TV digital em grande escala e exportar para outros países da América Latina”, firma Barbosa.

Segundo o técnico,  os projetos dessas empresas sinalizaram a possibilidade de fabricação local de set-top box com interatividade por custos que variam entre 30, 35 e 55 dólares. Assim, o produto poderia chegar ao consumidor final custando entre 120 e 180 reais.

Agora essas cinco indústrias vão esperar o interesse das empresas brasileiras para produção dos conversores. “Elas demonstraram suas plataformas para cerca de 25 empresas pequenas e médias que estão instaladas na Zona Franca de Manaus”, diz Barbosa. “Queremos que a classe C assista à Copa do Mundo de 2010 em alta definição, já que esses consumidores não têm condições de comprar TV digital”, conclui.

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