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Governo irá adiar o fim da TV analógica em algumas cidades

Já em outras, como São Paulo e Rio, o fim da TV analógica deve ser adiantado para 2015. A data prevista no decreto que criou a TV Digital é junho de 2016

Cristina De Luca

21/08/2012 às 15h29

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"Nós não vamos desligar a TV analógica em 2016. Vamos antecipar em algumas localidades e postergar em outras", disse hoje, na abertura do congresso da Sociedade de Engenharia de Televisão - SET 2012, o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins. Segundo ele, o governo já estuda a possibilidade de reeditar o decreto da TV digital para incluir a possibilidade de manter o sinal analógico no ar em muitos municípios brasileiros, principalmente do interior do país, depois da data prevista inicialmente para o chamado switch off. Em compensação, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro poderiam antecipar o apagão analógico para 2015.

Segundo o secretário, a maioria das localidades do país deverá seguir o cronograma original, previsto no decreto que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital. Mas a possibilidade de adiamento em muitas localidades vai obrigar o governo _ em especial, a Anatel _ a tratar com cuidado a questão de liberação das frequências, de modo a contemplar a TV aberta.

LTE x TV aberta

Genildo Lins iniciou sua fala na cerimônia de abertura dirigindo-se diretamente ao presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e  TV -  Abert, Daniel Pimentel Slaviero, que momentos antes havia lembrado a todos os presentes que o grande desafio nos próximos meses será evitar que a liberação da faixa dos 700 Mhz para massificar os serviços de banda larga móvel com tecnologia 4G (o LTE) não atrapalhe a regionalização da TV aberta e gratuita, nem a restrinja, em nenhuma hipótese. "Alguns pontos precisam ser olhados com muita cautela", ressaltou Slaviero. "Entre eles, a falta de canais para regiões altamente congestionadas, como as regiões metropolitanas de Rio e São Paulo, além do interior de São Paulo, o remanejamento dos canais e a interferência que o LTE pode causar nos canais de rádio e TV aberta", completou.

Lembrando que muita coisa mudou no Ministério das Comunicações nos últimos 18 meses, o secretário garantiu que o governo não tomará qualquer decisão que coloque em coloque em risco a TV aberta. "A prova disto é que o primeiro setor a ser chamado para debater a questão foi o de radiodifusão, e não o de telecomunicações", afirmou Genildo Lins.

Informatização dos processos

Tanto o secretário do Minicom, quanto a conselheira da Anatel, Emília Maria Silva Ribeiro, fizeram questão de ressaltar a parceria com a Abert na informatização dos processos do Ministério das Comunicações. Em 2015 todos os processos serão iniciados mediante a inserção de dados no sistema, sem envio de papel. "A meta é acabar com o papel no Ministério das Comunicações", disse Genildo.

Segundo ele, o ministério está fazendo uma série de mudanças culturais, processuais e
normativas, desde janeiro do ano passado, para garantir maior agilidade
no tratamento das questões de radiodifusão. A informatização dos processo é um deles.

Ainda não sei o tamanho do investimento nesse projeto de informatização. O governo contratou uma empresa especializada em reformulação de processos para desenhar o sistema que a Abert, através do Movimento Brasil Competitivo, contratará uma empresa para desenvolver", explicou o secretário.

O ministério ainda tem hoje, por analisar, mais de 20 mil processos do setor de radiodifusão parados lá há anos.

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