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Governos dão sinal verde para operação conjunta de GPS e Galileo

Europa e EUA assinam acordo para utilizar sistemas de forma colaborativa, enquanto China e Rússia investem em redes próprias.

Techworld/Reino Unido

13/05/2008 às 15h38

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O Reino Unido anunciou um acordo entre os governos europeus e os Estados Unidos para interoperabilidade dos sistemas de posicionamento Galileo e GPS (Global Positioning System).

Depois de muitos anos de espera, o projeto Galileo finalmente estreou na União Européia em dezembro de 2007. O Galileo foi concebido para ser uma alternativa independente ao GPS, que é controlado por militares norte-americanos.

Há algum tempo a Europa queria desenvolver seu próprio sistema de satélites, que pudesse ser usado mesmo em tempos de guerra ou desacordo.

Tanto os Estados Unidos quanto a União Européia assinaram um acordo de colaboração em junho de 2004 para que os que sinais do GPS e do Galileo fossem interoperáveis, mas levou vários anos para que o acordo fosse aprovado pelos governos envolvidos.

Desde então, dois satélites Galileo foram lançados em teste. No final de abril, o segundo satélite para testes com o Galileo, o Giove-B, foi levado ao espaço pelo foguete Soyuz-Fregat, lançado a partir do Cazaquistão.

Há alguns dias atrás, o Giove-B transmitiu com sucesso sinais de rádio que vão ser usados como base para a navegação por satélite na Europa.

Ao todo, os sistemas GPS e Galileo serão operados por meio de cerca de 50 satélites, de acordo com Ruy Pinto, diretor da Inmarsat, a empresa britânica que possui e opera sua própria rede mundial por satélite. "Isso vai significar maior penetração e precisão para os usuários, especialmente nas cidades, com seus cânions urbanos", disse ele.
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O acordo entre União Européia e Estados Unidos especifica que os dois sinais serão compatíveis e interoperáveis, permitindo que os usuários, no futuro, usem um dispositivo compatível com sinais GPS e Galileo.

Infelizmente, os dispositivos atualmente baseados em GPS vão exigir um novo chipset para funcionar com o sinal Galileo.

Além do já estabelecido sistema GPS, a China está construindo a sua própria rede, e os russos têm o seu próprio sistema, o Glonass, que tem um alcance geográfico bastante limitado, mas está sendo melhorado.

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