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Gravadora nacional expande venda de música sem DRM no Brasil

Biscoito Fino, que oferece canções de Chico Buarque, Maria Bethânia e Tom Jobim, é 1ª a vender músicas diretamente ao seu público.

Guilherme Felitti, do IDG Now!

04/11/2009 às 20h07

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A gravadora Biscoito Fino colocou no ar no final de outubro sua loja para venda de canções digitais sem tecnologia de proteção contra cópias, ampliando o catálogo de artistas disponíveis para compra no Brasil sem DRM.

O serviço Biscoito Fino Digital foi viabilizado por meio de parceria com o iMúsica, plataforma de comercialização de conteúdo multimídia da holding IdeasNet.

O novo serviço engrossa o mercado de venda de canções digitais sem a tecnologia de proteção contra cópias com um catálogo composto, majoritariamente, por artistas da MPB, samba e choro.

O catálogo da Biscoito Fino mistura tanto nomes já conhecidos e relevantes da música brasileira, como Tom Jobim, Chico Buarque, Maria Bethânia, Cartola e João Donato, com artistas de projeção mais recente, como Monica Salmaso, Mart´nália, Nó em Pingo D`água e Yamandú Costa.

Com o lançamento, a gravadora fundada por Kati Almeida Braga e Olivia Hime se torna a primeira a vender canções de seus artistas sem DRM diretamente para os consumidores no Brasil.

Anteriormente, Biscoito Fino e iMúsica já haviam se unido para lançar o download do disco "Carioca", de Chico Buarque, simultaneamente à chegada do CD às lojas.

As músicas serão vendidas no formato MP3, com taxa de reprodução de 192 Kbps e custarão, cada uma, 1,99 real. Discos com até catorze músicas saem por 19,90 reais, mesmo preço praticado pela iMúsica em seu serviço tradicional.

A Biscoito Fino não é a primeira gravadora a vender músicas sem DRM no Brasil - desde o segundo semestre de 2008, EMI e Universal, junto a dezenas de independentes brasileiras, vendem canções em MP3 sem restrição contra cópias pelo Coolnex, plataforma de customização para clientes da iMúsica.

"A Biscoito (Fino) sempre teve uma política de venda de música dos seus próprios artistas. Seu público é um pouco mais velho e estaria mais disposto a botar (os dados do) cartão de crédito e comprar música", afirma o diretor executivo do iMúsica, Felipe Llerena, citando um dos principais impedimentos para a venda de canções digitais no País.

Segundo o executivo, a imposição de duas outras grandes gravadoras (Sony BMG e Warner) pelo uso de DRM faz com que o iMúsica continue explorando a venda de canções sem DRM apenas nos sites de parceiros.

Dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) divulgados em abril apontam que a venda de música digital movimentou 43,5 milhões de reais em 2008 no Brasil, aumento de 79,1% na comparação com o ano anterior.

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