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Gravadoras continuam a temer a Apple

Mesmo sem a presença de Steve Jobs e com o fim do DRM no iTunes, a situação entre Apple e gravadores continua tensa, já que a fabricante do iPod não perde influência.

Macworld/EUA

03/02/2009 às 11h40

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A relação entre a Apple e as grandes gravadoras de música sempre foi um pouco rude. Há uma longa história de cabeçadas entre Jobs e indústria fonográfica sobre questões como DRM e variação de preços, mas o problema parecia estar prestes a ser deixado em banho-maria depois do anúncio, no keynote da Apple na Macworld Expo, de que as gravadoras finalmente abririam mão do DRM, enquanto a Apple permitiria o preço flexível que elas tanto desejavam.

Mas, de acordo com um executivo da indústria fonográfica que falou com o New York Times, a situação continua tensa como sempre foi, com a presença dominante da Apple no mercado musical dando a ela uma quantidade desproporcional de influência sobre as gravadoras – e a companhia não tem medo de usá-la.

Uma porção de executivos do alto escalão da indústria musical, anonimamente, disseram que trabalham com medo de a Apple retirar as músicas de determinada gravadora do iTunes por um desacordo – mesmo que isso nunca tenha acontecido. Existe a história de um encontro entre Jobs e Rolf Schmidt-Holtz, presidente da Sony Music, sobre quanto tempo haveria para a variação de preços de músicas no iTunes começar a valer.  Eu só posso imaginar como foi o telefonema, mas o resultado foi claro: a Sony submeteu-se à posição de Jobs.

As grandes gravadoras tem razão de temer a Apple, já que um boicote da Apple seria uma maldição para a indústria que já luta com dificuldade para sobreviver. A ausência de Jobs não parece ter diminuído nenhum medo, na realidade, o que se diz é que a equipe da Apple – incluso aí Eddie Cue, vice-presidente encarregado do iTunes – faz o possível para manter o mesmo estilo de negociação de Steve Jobs (nós ouvimos dizer que é quieto, mas determinado, com uma pitada paterna de “Não estou bravo... apenas desapontado”).

É claro que tudo isso leva as gravadoras a buscar lojas online de música alternativas, mas em uma fácil antevisão do futuro, eles terão que lidar com a Apple sendo a líder incontestável de vendas de música. Até agora, os resultados têm sido favoráveis para o consumidor. Esperamos que a moda continue também para benefícios adicionais: lossless áudio, alguém quer?

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