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Greenpeace diz que consoles contêm substâncias químicas nocivas

Xbox 360, Wii e Playstation3 contam com materiais considerados tóxicos já proibidos em seus circuitos, acusa entidade.

IDG News Service/França

20/05/2008 às 10h23

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Consoles contêm químicos tóxicos que não são permitidos em brinquedos para crianças pequenas, ainda que a tecnologia para eliminá-los esteja disponível, de acordo com um estudo do Greenpeace.

Fabricantes, no entanto, estão começando a eliminar alguns componentes tóxicos de seus produtos, admitiu o grupo.

O Greenpeace analisou o Playstation 3, o Wii e o Xbox 360 Elite para seu relatório "Playing dirty" ("Jogando sujo", em tradução livre), publicado nesta terça-feira (20/05).

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O consoles, comprados na Europa, parecem cumprir a recente legislação da União Européia sobre redução de substância perigosas, já que o Greenpeace não encontrou sinais de mercúrio ou cádmio e apenas alguns rastros de chumbo e cromo.
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Alguns químicos podem ter escapado no balanço, já que o Greenpeace não tinha recursos para analisar toda substância nos aparelhos, afirmou.

No entanto, todos os consoles continham químicos tóxicos ou não desejados como berílio, encontrados nos contatos da placa de circuitos; PVC, no isolamento elétrico; substância para amaciar plásticos e bromo, como retardante de fogo.

A substância usada para amaciar plástico pode prejudicar o desenvolvimento sexual de homens e alguns foram banidos de brinquedos e itens para cuidados infantis.

Os outros químicos tipicamente causam problemas quando os produtos são descartados: o descarte pode contaminar fontes de água e soltar particular tóxicas na atmosfera. O berílio é a substância com maior risco para quem trabalha na reciclagem, afirmou o Greenpeace.

O uso das substâncias variou entre os consoles, ainda que nenhum deles tenha sido considerado mais limpo que os  outros, afirmou o grupo: os fabricantes têm muito o que aprender ainda.

A Sony, por exemplo, evitou o uso de bromo em dois dos circuitos do seu PS3, único fabricante a fazê-lo, enquanto o Greenpeace não descobriu traços da mesma substância nos circuitos do Wii, da Nintendo.

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