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Guerra entre Bing e Google vai muito além das buscas

Bing investe em integração com Facebook e Google quer a sala de estar. Buscas chegam a cenários ainda não explorados

PC World/US

15/10/2010 às 20h00

Foto:

A guerra dos buscadores está, novamente, esquentando. Mas, ao
contrário das batalhas anteriores, os dois principais concorrentes, Bing
e Google, adotaram diferentes estratégias para conquistar o usuário.
Enquanto o serviço da Microsoft aposta na integração com o Facebook, a
companhia de Mountain View investe em mercados adjacentes, com o seu
Google TV e o Chrome OS – sistema operacional para netbooks.

Não estamos falando de resultados em tempo real, recursos 2.0 ou
aprimoramento de algoritmos; pela primeira vez, cada marca escolheu
terrenos distintos para vencer a disputa. Quem se sairá melhor? Para
descobrir isso, os olhos não devem mais se limitar ao computador, pois
smartphones, televisões e redes sociais entraram no jogo.

FaceBing
O Bing anunciou na última quarta-feira (13/10) que algumas
funcionalidades do Facebook seriam exibidas nas pesquisas do serviço - o
que inclui os populares “curti” da rede. Se, por exemplo, o usuário
procurar pelo filme Star Wars, poderá ver quantos de seus amigos
apreciaram algum site que trata sobre a obra.

O Google tem uma ferramenta parecida, mas esta exibe as atualizações
de redes como Twitter e Digg, além de serviços da própria empresa, como
Gmail e Reader. Ainda assim, as recomendações do Facebook são
diferentes, pois se espera que os contatos dele sejam mais íntimos do
usuário que os seguidores do microblogging.

Google em outras frentes
O Google está tentando chegar a outras áreas para além da Web. Seu
próximo alvo é a sala de estar, com o Google TV. Ele tenta unir a
televisão à Internet, ou seja, os usuários passariam a usar a busca da
empresa também nos televisores. O objetivo final seria: o que fosse pesquisado pelo aparelho, pudesse ser exibido instantaneamente na tela,
de filmes a shows de música.

Os dispositivos móveis seriam a outra aposta da empresa, não só os
smartphones com Android, mas também os netbooks com Chrome OS. Esse
sistema operacional deve chegar até o fim do ano e transferiria todas as
principais atividades do usuário no computador para a Internet; em vez
de Office, Google Docs; nada de visualizador de fotos, força para o
Picasa; games? Use o browser. E procure tudo, de fotos a documentos, a
partir do buscador da companhia.

A Microsoft, por outro lado, já tem espaço garantido nesses dois
setores. O principal competidor do Chrome OS é, lógico, o Windows – desde o XO até o 7. Quanto ao Google TV, a empresa de Steve Ballmer
também tentou chegar à sala dos usuários. Primeiro veio o Media Center;
falhou. No entanto, obteve sucesso com o Xbox 360, e continua
adicionando recursos ao console. Um possível Bing TV, incorporado ao
aparelho, portanto, não seria nada impossível.

As duas gigantes, assim, querem se tornar o centro do mundo digital
de seus clientes. Desejam controlar tudo, promovendo em seus produtos os
mecanismo de busca que administram, as redes sociais que apóiam, as
músicas e filmes que comercializam.

Um choque de realidade: Google ainda domina
O Bing luta para se tornar um competidor à altura do Google, pois ainda
está longe de alcançá-lo. Na última quarta-feira (13/10), a comScore
divulgou que, nos EUA, a companhia de Mountain View foi responsável por
66,1% das pesquisas feitas na Web no mês de setembro. O Yahoo ficou em segundo,
com 16,7%, e o buscador da Microsoft em uma distante terceira
colocação: 11,2%.

Comparando esses índices aos de maio de 2009, no entanto - quando o
Bing ainda se chamava Live - verificaríamos que o mecanismo de busca da
Microsoft está crescendo. Ele aumentou sua participação em 2,9%, mais
que o dobro do Google, que progrediu em 1,2%. Mesmo assim, ainda é
pouco. Nos Estados Unidos, poderíamos somar a participação do Bing com a
do Yahoo – pois ambos atuam juntos no país – e, não obstante, teríamos
apenas 27,9%. De fato, nas buscas nos computadores, o Google está muito
na frente.

Aparentemente, as batalhas serão mais equilibradas em outros setores.
Se nos PCs, o Google domina, na sala de estar, nas redes sociais e nos
dispositivos móveis, a disputa acabou de começar. É a chance que o Bing
tem para crescer e, se a Microsoft quiser ameaçar sua rival, não poderá
desperdiçar essa valiosa oportunidade.

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