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iPad começa a “invadir” empresas

Prestes a ganhar nova versão, tablet da Apple aumenta sua presença no mundo corporativo, chegando a companhias como JPMorgan Chase, Sears e DuPont

Macworld / Reino Unido

14/02/2011 às 16h39

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Como diretora global de contas  da Altus Inc., o trabalho de Michelle Klatt consiste em visitar as companhias presentes na lista “Fortune 500” (publicação anual que destaca as maiores empresas dos EUA) e demonstrar o software de gerenciamento de vídeo de sua empresa. Quando o iPad foi lançado, há cerca de um ano, nos Estados Unidos (e há pouco mais de dois meses mo Brasil), ela já estava de olho no tablet da Apple.

“Eu fui uma das primeiras pessoas do setor de vendas a comprar um”, diz. Segundo ela, os vídeos de sua empresa ficam “absolutamente lindos” no iPad. E assim que acaba a apresentação de vendas, ela usa o equipamento para atualizar os números, enviar e-mails, gerenciar seus contatos no LinkedIn, e realizar outras tarefas burocráticas. “Eu faço tudo no iPad”, ela diz. “Ele é realmente o meu notebook, quando quero que seja, mas é muito mais leve.”

Klatt está na ponta uma onda crescente de consumidores corporativos que usam o tablet da Apple nos negócios. “CIOs de empresas estão adicionando o iPad à sua lista de aparelhos aprovados a uma taxa cada vez maior”, disse recentemente o diretor financeiro (CFO) da Apple, Peter Oppenheimer. “Hoje, mais de 80% das empresas presentes na publicação 'Fortune 100’ já utilizam ou estão se preparando para adotar oiPad, acima dos 65% registrados no trimestre anterior. Alguns exemplos recentes incluem companhias como JPMorgan Chase, Cardinal Health, Wells Fargo, Archer Daniels Midland, Sears Holdings e DuPont”, afirma o executivo da Apple.

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Primeira versão do iPad chegou ao Brasil em dezembro de 2010, oito meses após o lançamento nos EUA

Uma das principais razões da aceitação maior do iPad nas empresas é que a Apple melhorou significativamente o seu sistema operacional no ano passado para incluir alguns recursos de segurança amigáveis às empresas.

“Eles incluem criptografia nos aplicativos”, diz o diretor técnico (CTO) da empresa Perimeter E-Security, Andrew Jaquith. “Isso codifica o conteúdo dos dados de cada programa com uma chave única, separando os dados de cada aplicativo no aparelho.”

A criptografia é incorporada ao equipamento, tornando rápido – e também fácil para as empresas apagarem tudo se o aparelho for perdido ou roubado. “Em um décimo de segundo”, diz Jaquith.

Além disso, o sistema iOS 4 permite que as companhias apliquem políticas de segurança em seus aparelhos móveis. Elas podem ser empregadas em todos os iPads e iPhones da empresa, ou em gadgets dos funcionários.

Elas incluem configurar uma senha de bloqueio, fazendo com que o aparelho apague automaticamente os dados da empresa após um determinado número de tentativas erradas, bloqueando o acesso da câmera ou o aparelho para que não sejam instalados apps não autorizados no tablet.

“Não é tão sofisticado quanto o BlackBerry, que possui cerca de 500 configurações de segurança, mas possui todas as mais importantes”, diz Jaquith.
Como resultado, ele diz, o iPad é um sistema muito seguro, com um conjunto decente de ferramentas de gerenciamento amigáveis a empresas.

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Dock com teclado ajuda a transformar iPad em um note/netbook

Ainda pode melhorar
Apesar de os e-mails do iPad poderem ser migrados para uma rede da companhia, as mensagens de texto passam por uma rede celular muito menos segura. “Muitas empresas querem arquivar mensagens SMS”, ele diz.  A versão atual do iPad também não possui uma câmera frontal (nem traseira), que poderia ser útil para controle de acesso, por meio do reconhecimento biométrico facial. “Isso deve ser resolvido com a nova versão do iPad”, afirma.

Além disso, a Apple precisa trabalhar para fechar alguns pontos de acesso de jailbreak que podem permitir que aplicativos perigosos rodem no aparelho, afirma ele. Mas também há maneiras para as companhias rodarem aplicativos de segurança para verificar se já foi realizado jailbreak no gadget, adiciona.

“Nosso veredito é que de 90% a 95% das companhias serão muito felizes com as habilidades do aparelho, e tudo que elas precisam é de ajuda para configurar corretamente suas políticas de segurança.”

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