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Hackers usam nome de Hilary Clinton para disseminar cavalo-de-tróia

Falso vídeo sobre a senadora instala vírus que transforma computadores com Windows em emissores de spams.

Por Computerworld / EUA

18/02/2008 às 11h28

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Os hackers devem ter avaliado as vantagens e desvantagens de usar o tema da campanha presidencial dos Estados Unidos como títulos de spams e, pelo que parece, concluíram que o risco não vale a possível recompensa, disse um analista de segurança da Symantec na sexta-feira (15/02).

“Até agora vimos apenas dois casos de spams usando nomes de candidatos para disseminarem códigos maliciosos na rede”, afirmou Oliver Friedrichs, diretor do time de segurança da Symantec e especialista em crime eleitoral. “Acho que eles (os hackers) ainda estão medrosos. A alta visibilidade das eleições federais os mantém cautelosos”.

No início da semana passada, analistas da Symantec e da McAfee registraram um spam que tentava convencer os internautas a fazerem o download de um vídeo da Senadora Hilary Clinton sendo baleada antes das eleições primárias na Virgínia.

O vídeo, na verdade, é um vírus do tipo cavalo-de-tróia. “Hilary Clinton visitou o diretório do partido na Virgínia e deu entrevistas por satélite, falando sobre as três disputas da Super Terça e a importância de vencer em Ohio no 4/05”, informa o falso vídeo. “Para fazer o download do vídeo, clique aqui!”.

Quem clicava no link se deparava com um arquivo “mpg.exe” anexado, que baixava um cavalo-de-tróia “Srizbi” – praga que tranforma PCs que rodam Windows em emissores de spams.

Outro exemplo do que pode ser chamado de “cibercrime eleitoral” foi um spam enviado em outubro de 2007 que promovia o político Ron Paul (do Texas) e sua campanha para indicação ao Partido Republicano.

Um analista da McAfee, Alex Hinchliffe, explicou as diferenças entre o spam com o nome de Hilary Clinton e a “Rede de Negócios Russa”, famosos hacker e praga que hospedam uma rede baseada em São Petesburgo, na Rússia.
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Friedrichs disse, no ano passado, que a campanha eleitoral para presidência nos EUA em 2008 estimularia o aumento dos cibercrimes eleitorais – especialmente ataques de phishing. Mas isso ainda não aconteceu. Em 2004, dois casos foram registrados.

Friedrichs explica porque sua previsão não se consolidou: “A atenção que essa eleição desperta é tamanha que, se houver algo que a atrapalhe, certamente a justiça tomará providências bastante sérias”.

“Mas eles não têm medo de tirar proveito de tragédias”, ele acrescentou, citando os diversos ataques de roubo de identidade que usaram como isca o Furacão Katrina. “Talvez esteja cedo para tirar conclusões. Talvez vejamos mais golpes de phishing após o final das primárias.”

Muito dinheiro estará em jogo. A campanha do Senador Barack Obama levantou capital de 28 milhões de dólares online, em janeiro, de acordo com a imprensa norte-americana.

“É uma quantia significativa. Facilmente, qualquer senso de cautela (dos hackers) vai para os ares”, disse Friedrichs.

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