Huawei: “Somos vítima de bullying do governo dos EUA”

Empresa também declarou que está em conversas com o Google para decidir o que pode ser feito quanto ao bloqueio do Android nos produtos da chinesa

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A Huawei mais uma vez se posicionou contra as sanções do governo de Donald Trump em impedir que companhias chinesas comprem tecnologias de empresas norte-americanas, entre elas o Google, que bloqueou o uso do Android. Abraham Liu, representante da Huawei para as instituições da União Europeia, disse que a entidade tem sido "vítima de bullying pela administração dos Estados Unidos", e que a decisão do presidente foi um ataque "à ordem baseada em regras liberais".

De acordo com Liu, a Huawei não pretende se desvincular tão facilmente assim do Android. Para tanto, a companhia diz que "trabalha de perto" com o Google para encontrar uma possibilidade de "lidar com a situação. O executivo também afirma que a gigante das buscas está apenas cumprindo ordens do governo americano, pois não tem motivações de levar adiante o bloqueio.

"Liu disse que a Huawei não culpa o Google pela decisão e que é cedo demais para dizer quais serão as consequências. A Huawei está se tornando a vítima de intimidação pela administração dos EUA. Isso não é apenas um ataque contra a Huawei. É um ataque à ordem liberal, baseada em regras”, acrescentou Liu.

Fundador da Huawei se pronuncia

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (21), Ren Zhengfei, CEO e fundador da Huawei, fez uma rara aparição pública para comentar os bloqueios liderados pelos EUA contra sua empresa. Zhengfei disse que a decisão não deve afetar os negócios da corporação, e que a licença temporária concedida à Huawei não quer dizer muita coisa para a estratégia global da companhia: não ser mais tão dependente fabricantes americanas para produzir seus componentes.

No entanto, o executivo agradeceu a cooperação dessas empresas e não descartou por completo o fim de tais parcerias. "Sempre precisamos de chipsets desenvolvidos nos EUA, e não podemos excluir produtos americanos com uma mentalidade limitada", disse.

Zhengfei ainda declarou que as restrições impostas pelo governo americano não afetarão o lançamento global do 5G. Primeiro porque as empresas já usam amplamente as tecnologias da Huawei voltadas para as redes de quinta geração; e segundo porque nenhuma outra companhia deve alcançar os avanços atingidos pela gigante chinesa em pelo menos três anos.

Com informações: Reuters, Global Times, CCTV

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