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iAd: mais de um mês após lançamento, plataforma ainda gera dúvidas

Quem já lançou campanhas aprova o resultado, mas há quem diga que a interferência da Apple na produção emperra o processo criativo

PC World/EUA

16/08/2010 às 16h38

Foto:

Os primeiros dividendos da plataforma móvel iAd, da Apple, começam
a surgir, mas até agora os resultados soam indefinidos. Poucos parceiros da iAd - que começou a operar no começo de julho - lançaram de fato campanhas na plataforma. E há reclamações sobre a
interferência da Apple no processo criativo. Mas quem já lançou campanhas iAd dizem
que elas vão bem, obrigado.

De acordo com um artigo publicado pelo jornal Los Angeles
Times, Nissan e Unilever estão impressionadas com os resultados da plataforma
iAd. O jornal informa que “a Nissan, que criou um anúncio interativo
multicamada para seu carro elétrico Leaf, afirmou que os clientes gastaram em
média 90 segundos com o anúncio – um tempo de interação dez vezes maior que o
de anúncios online equivalentes. E mais: as pessoas optaram por “tocar” no
anúncio do Leaf com uma frequência cinco vezes maior que em anúncios online
regulares do Leaf”.

Do outro lado do espectro, o Wall Street Journal ressaltou recentemente
que muitos anunciantes estão frustrados com a cultura de criação de iAds com a
Apple – que tem imposto seu típico esquema de controle ao processo criativo. 

Em artigo, o jornal afirma que “isso tem tornado a criação de anúncios online
trabalhosa, levando de oito a dez semanas entre o brainstorm e a finalização –
mais que o normal para a maioria dos anúncios móveis, dizem os executivos. Em
alguns casos, a elaboração do anúncio real, que tem de passar pela Apple, leva
duas semanas mais do que o esperado, acrescentou uma pessoa” ouvida pela
reportagem.

Forte interesse
Scott Schwarzhoff, vice-presidente de marketing da
Appcelerator, disse que “o interesse do desenvolvedor tem sido forte. Multitarefa
à parte, a plataforma iAd foi o recurso mais solicitado do iOS4 em nossa
pesquisa com 2.733 desenvolvedores feita em junho. Em particular, uns poucos
desenvolvedores Appcelerator Titanium que elaboraram iAds mencionaram ter gostado
que apps com anúncios possam ser instalados sem sair do app atual. As
estatísticas de performance são inconclusivas; o júri ainda não tem opinião
sobre os desempenhos de fill-rate e click-through.”

O diretor de marketing da Greystripe, Dane Holewinski, disse
que “o fato de eles exigirem HTML5 e projetarem os anúncios por si mesmos pode
se mostrar problemático no que diz respeito à produção em escala. Agências e
anunciantes frequentemente querem ter controle sobre o processo criativo, algo que
a Apple não dá. Além disso, estar numa única plataforma limita sua habilidade
de escala. O que os anunciantes querem é audiência, não plataformas. Há muitos milhões
de usuários que a Apple não pode alcançar. Eles podem ser bem sucedidos no
preenchimento de um nicho, mas sempre haverá a necessidade de outras soluções
para alcançar audiências móveis.”

Joe Sipher, cofundador e principal executivo de produtos e
marketing da Pinger, comentou, por e-mail, compartilhar a opinião de que a
plataforma iAd poderá e deverá ter sucesso. Sipher explicou que “a integração
com a plataforma iOS e a riqueza do conteúdo online faz dela uma opção atrativa
para editores e anunciantes”.

Sipher acrescentou que “Google e AdMob tem muitos e muitos
anunciantes. A iAd tem relativamente poucos agora. Dito isso, os anunciantes da
iAd tendem a gastar mais, ao passo que os anunciantes da Google/AdMob são mais
cuidadosos com seus gastos. O único obstáculo que a Apple enfrenta é o tempo
que levará para conquistar um grupo amplo de anunciantes. Há bastante espaço
para que Google e Apple sejam bem sucedidas.”

Endosso
Talvez as altas taxas de click-through e os períodos mais
longos de interação dos usuários conforme constatados pela Nissan sirvam de endosso
para o processo criativo da Apple. Sem a Apple no comando do caldeirão criativo,
seria possível que houvesse mais empresas engajadas e que o número de campanhas
iAd fosse maior, mas também seria possível que elas fossem menos efetivas.

Julgando pelo que os iAds já conquistaram, parece que a
plataforma de publicidade poderia realmente ser um tremendo sucesso tanto para
a Apple como para as empresas que escolheram anunciar por meio dela.

Se a Apple puder sair de seu próprio caminho e encontrar um
meio de agilizar o processo de desenvolvimento criativo de anúncios, ela poderá
até ser capaz de brigar cabeça-a-cabeça com a Google e a AdMob e tomar um
pedaço significativo da lucrativa torta de publicidade móvel.

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