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iAd pode render processo por monopólio à Apple

Autoridades norte-americanas pretendem investigar a nova plataforma móvel de anúncios da empresa e a restrição a anúncios de concorrentes no iPhone

Computerworld / EUA

10/06/2010 às 16h04

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Autoridades dos Estados Unidos investigarão se a Apple está excluindo serviços de terceiros, como Google e Microsoft, em publicidade do iPhone e do iPad, de acordo com uma reportagem publicada no di 10/6, segundo o jornal Financial Times.

Os reguladores antitruste demonstram interesse sobre as ações da Apple, apesar de ainda não estar claro se a investigação será conduzida pela FTC (Comissão Federal do Comércio) ou pelo Departamento de Justiça do país, segundo a reportagem, ao citar duas pessoas familiares com a situação.

Um porta-voz da FTC se recusou a comentar a notícia, enquanto a Apple não respondeu aos pedidos de comentário.

Na última segunda-feira, 7/6, a Apple apresentou uma plataforma móvel de publicidade chamada iAd, que vai permitir que os desenvolvedores lucrem ao fornecer anúncios em aplicativos no iPhone e outros aparelhos móveis.

A companhia, que tem vendido iAds há oito semanas, vai hospedar os anúncios em seus servidores e receber 40% dos lucros, com o restante indo para os desenvolvedores. Os compromissos para o segundo semestre deste ano já alcançam 60 milhões de dólares, segundo o CEO da empresa, Steve Jobs.

Os termos revisados de desenvolvedor da Apple proíbem a coleta de dados analíticos de publicidade, a não ser que sejam fornecidos para um provedor independente de serviço de propaganda, cujo negócio principal seja fornecer anúncios móveis. “Por exemplo, um provedor de serviço de publicidade pertencente ou afiliado com um desenvolvedor ou distribuidor de serviços móveis, sistemas operacionais móveis ou meios de desenvolvimento que não seja a Apple, não se qualificaria como independente”, atesta o acordo.

Se executados, os termos propostos proibiriam os desenvolvedores de usar o serviço AdMob do Google ou produtos de publicidade no iPhone, afirma o fundador do AdMod, Omar Hamoui, em post no blog do site do serviço.

“Essa mudança não é do interesse dos usuários ou desenvolvedores”, escreveu Hamoui. “Barreiras artificiais para competição afetam os usuários e desenvolvedores, e, a longo prazo, atrasam o progresso tecnológico.”

O Google fechou a compra do AdMob por 750 milhões de dólares no final do último mês de maio, após a FTC afirmar que não iria bloquear o negócio.

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