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IBM recebeu informações de executivos da Apple em processo

Processo da IBM que tenta impedir que ex-executivo trabalhe para a Apple ganha força com informações concedidas por altos executivos da Apple.

Computerworld/EUA

03/12/2008 às 9h47

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A IBM solicitou informações a funcionários da Apple para tentar impedir que seu antigo executivo, Mark Papermaster, seja contratado pela empresa de Steve Jobs, de acordo com documentos do tribunal publicados na segunda-feira (01/12).

Os documentos também revelaram que o juiz responsável pelo caso negou o pedido da IBM de adiantamento do julgamento, enquanto aguarda uma decisão do Tribunal de Apelação.

O juiz Kenneth Karas, da corte distrital norte-americana, rejeitou o pedido da IBM de atrasar o julgamento de Mark Papermaster, funcionário da companhia havia 26 anos e que pediu demissão em outubro para assumir um cargo na Apple no desenvolvimento de iPhone e iPod. A IBM fez um pedido, após Papermaster recorrer à corte em 7 de novembro, o obrigando a parar de trabalhar na Apple.

Em resposta ao pedido de adiamento do caso pela IBM, o juiz afirmou em memorando que o “tribunal não vê nada de errado na decisão do Sr. Papermaster em recorrer imediatamente da determinação preliminar. Desta forma, o tribunal adotou, com pequenas alterações, o cronograma para as partes”. O julgamento foi definido no início ou após 24 de fevereiro de 2009.

Papermaster recorreu ao Tribunal de Apelação norte-americano na esperança de derrubar a determinação de Karas que o impede de trabalhar na Apple. Karas determinou que o executivo fosse obrigado a parar de trabalhar na empresa após cinco dias de início no novo cargo, concordando com a IBM que o exercício na nova função poderia causar danos irreparáveis à antiga empresa.
 
O ex-executivo da IBM assinou, em 2006, um acordo concordando que ele não trabalharia para nenhum concorrente por um ano após deixar a empresa. De acordo com a IBM, Papermaster tinha informações “altamente confidenciais” que poderiam causar prejuízos à companhia, caso fosse permitido que ele trabalhasse para a Apple.

Stephen Madsen, advogado da Cravath, Swain, & Moore de Nova York, empresa que representa a IBM no caso, disse que não responderia imediatamente as questões sobre quais executivos da Apple concederam informações para o caso.

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