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Qual o futuro dos processadores?

Desafio da AMD e Intel é criar chips cada vez menores e que economizem energia.

Michael Desmond

11/07/2005 às 16h45

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Prever o futuro das CPUS é como assistir ao meteorologista falando sobre como será o tempo na semana que vem. É agradável saber que o tempo na próxima quarta-feira será ensolarado e quente, mas todos - incluindo o meteorologista - sabem que é apenas um palpite. Enquanto Intel e AMD prevêem o futuro dos computadores, uma falha na fabricação ou a simples mudança nas condições do mercado de tecnologia podem estragar os planos. 
 
A Intel diz que até o final de 2006 mais de 70% das vendas de CPUs para notebooks e desktops será de chips de núcleo duplo (dual core). É isso mesmo: os pesquisadores dizem que sete em dez chips vendidos da Intel terão dois núcleos. E os fabricantes de PCs não gostam de perder dinheiro, logo presume-se que sete entre dez PCs com chips Intel terão dois núcleos. Sua escolha como consumidor vai mudar rapidamente - até a família Celeron, mais barata, terá uma versão dupla ainda este ano.

A AMD tem idéias parecidas. A gerente de produto desktop Teresa de Onis afirma: "Provavelmente até 2007 dual core será o principal tipo de processador."

Os consumidores também podem esperar o surgimento de CPUs mais poderosas assim que Intel e AMD começarem a transição para processos de fabricação de 65 nanômetros (que descrevem em média o tamanho dos recursos de um chip). Os chips atuais (dual ou single core) são feitos em processos de 90 nanômetros, o que significa que eles precisam de mais energia e produzem mais calor.

A Intel pretende lançar versões do Pentium D e Pentium Extreme Edition em 65 nanômetros na primeira metade de 2006, assim como a família para portáteis Pentium M. Na segunda metade de 2006, sem dar mais detalhes, a Intel quer lançar uma nova geração de processadores Pentium com processos de 65 nanômetros com maior performance. "Será uma barreira a ser quebrada em todas as linhas de produtos no ano que vem", diz Jeff Austin, gerente de produto da Intel.

Do seu lado, a AMD deve anunciar em breve seu cronograma para chips fabricados em 65 nanômetros. "Será além do FX-55", afirmou Onis.

E o que vem depois? Chris Connolly, gerente de operações da fabricante norte-americana de computadores Game PC, acredita que a tecnologia de processamento vai ficar cada vez menor. "O próximo passo depois dos 65 nanômetros deve ser 45 nanômetros, porém as duas fabricantes são espertas o suficientes para não fazer promessas além de um ou dois anos", disse.

E é verdade. O executivo-chefe da Intel, Paul Ottelini, disse a participantes de um evento de tecnologia e governo em Washington DC que a companhia tem um cronograma para atingir 15 nanômetros. Na prática, isso significa mais recursos, menos aquecimento e menos espaço físico para ocupar. De fato, é realmente uma previsão para o futuro.

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