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Linux: 10 dicas para se dar bem

Saiba como escolher a melhor interface gráfica, criar disco de boot, configurar o firewall e matar aplicações que não estão funcionando.

Toni Cavalheiro

12/07/2005 às 11h25

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Não tem jeito: por mais que você esteja acostumado com o Windows, na hora de usar o Linux é tudo completamente diferente. Às vezes, o teclado não funciona direito, arquivos MP3 não são reproduzidos corretamente... Enfim, os mais inexplicáveis problemas podem ocorrer. Para ajudar você a escapar das armadilhas mais comuns, selecionamos dez dicas úteis para dominar o sistema operacional. Assim, você não passa nervoso e pode gastar seu tempo conhecendo os novos recursos do sistema.

KDE, Gnome ou Window Maker?
Enquanto o Windows oferece apenas um ambiente gráfico, no Linux as coisas são bem diferentes. Você pode escolher entre diversas opções ­ e isso independentemente da distribuição que está sendo utilizada. Os três ambientes gráficos mais utilizados são o KDE, o Gnome e o Window Maker.

Cada um deles tem suas particularidades. O KDE, por exemplo, é o mais parecido com o Windows, exibindo um K que faz o papel do menu Iniciar. Já o Gnome é mais recomendado para quem já tem um pouco de prática com Linux, uma vez que suas opções são um pouco mais escondidas. O Window Maker, por sua vez, é totalmente diferente dos demais. Em vez de um menu fixo, oferece um ícone flutuante que serve para carregar aplicativos. Só experimentando para entender.

Se quiser saber mais sobre os ambientes gráficos, não deixe de visitar os sites oficiais. Os endereços são: www.kde.org, www.gnome.org e www.windowmaker.org.

Windows dentro do Linux
Mesmo com o auxílio de aplicativos como o CrossOver Office e o Wine, a compatibilidade do Windows com o Linux ainda é bem ruim. Mas há uma salvação. Usando uma ferramenta chamada VMware, você pode rodar o Windows inteiro dentro da sua distribuição favorita.

Depois, só é preciso instalar os outros programas normalmente, de forma que você possa usar os dois sistemas operacionais sem sequer reiniciar o computador. Outra vantagem é que o VMware também cria "pontes" entre as portas do seu computador. Se você tem um dispositivo de hardware que ainda não tem drivers para Linux, é só usar o VMware para resolver o problema. O endereço oficial do VMware é www.vmware.com.

Nunca use o Linux como root
Em todas as distribuições do Linux, há um superusuário chamado root, com permissões especiais. Se um cracker invade seu micro e rouba a senha do root, todo o sistema fica comprometido. Portanto, é melhor colocar uma boa senha para o root e guardar essa conta apenas para ocasiões especiais. Outra boa dica é usar o comando su para aumentar suas permissões na hora de realizar alguma tarefa importante. 

É só abrir um terminal, digitar su e entrar com a senha do usuário root. Depois, para voltar ao usuário anterior, digite exit ou pressione as teclas Ctrl e D.

Adicionando comandos no boot
Da mesma forma que os vários sistemas Windows possuem o autoexec.bat para rodar programas direto na iniciação, as distribuições do Linux também oferecem esse recurso. Basta abrir o arquivo /etc/rc.d/rc.local e adicionar o comando desejado no final.

Tenha sempre um disco de boot
Quando você está instalando o Linux, surge uma mensagem perguntando se você quer criar um disco de boot. Não deixe de criá-lo. Esse disco de boot contém toda a configuração de iniciação do seu Linux. Se, futuramente, algum problema ocorrer com o MBR do disco rígido, basta usar esse disquete para iniciar o Linux.

Mate um programa
Cada aplicativo em execução no Linux é conhecido como processo. Caso você não consiga fechar um processo que travou usando o próprio ambiente gráfico, a solução é matá-lo (este é o termo usado pelos usuários do Linux).

O primeiro passo é identificar o processo que não está respondendo. Abra um terminal e digite: ps -A

Uma listagem com os processos em execução aparecerá. Ao lado de cada aplicativo, há um PID (número de identificação). Para fechar o processo que não está respondendo, digite: kill 2851

Neste caso, altere o valor 2851 pelo PID do processo que você quer fechar. Vale lembrar, porém, que alguns programas abrem mais de um processo de uma única vez. Se você quiser fechar todas as instâncias do XMMS simultaneamente, por exemplo, digite o seguinte comando: killall xmms

Ouça MP3 no Fedora Linux
Por motivos legais, a Red Hat foi obrigada a remover o suporte a arquivos MP3 de todas as suas distribuições. Mas isso não chega a ser um problema, uma vez que é possível instalar o suporte manualmente. A instalação é bem simples. Para começar, entre no site http://shrike.freshrpms.net/rpm.html?id=1547 e baixe o pacote xmms-mp3 em formato RPM.

Em seguida, abra um terminal, mude para o usuário root (use o comando su), vá para a pasta na qual você baixou o programa e digite: rpm -ivvh xmms-mp3*.rpm

Entenda as portas do Linux
Ao contrário da maioria dos sistemas operacionais, o Linux não trabalha com as tradicionais portas COM e LPT. Em vez disso, utiliza uma nomenclatura um pouco diferente. Confira esta pequena tabela de equivalência:

/dev/ttyS0 = COM1
/dev/ttyS1 = COM2
/dev/ttyS2 = COM3
/dev/ttyS3 = COM4
/dev/lp0 = LPT1
/dev/lp1 = LPT2

Firewall sempre à mão
Muita gente fala que a principal vantagem do Linux é a segurança, mas se você não configurar um bom firewall, algum hacker pode invadir seu PC. Uma das melhores opções de proteção é o iptables, um firewall gratuito disponível na maioria das distribuições. É fácil configurá-lo. Digite os códigos abaixo:
iptables -I INPUT -j ACCEPT -i lo
iptables -I INPUT -j ACCEPT -m
state --state RELATED,ESTABLISHED
iptables -P INPUT DROP

Essa configuração permitirá que você navegue normalmente em todos os sites e serviços do Linux, mas irá bloquear qualquer tentativa de invasão a sua máquina. Mas não é uma boa idéia digitar esses códigos cada vez que você reinicia o Linux. Desta forma, use o seguinte comando: iptables-save > regras Agora é só abrir o arquivo /etc/rc.d/rc.local e adicionar esta linha no final:
iptables-restore < regras

Problemas com acentuação
Versões antigas do Linux tinham problemas de acentuação nos teclados ABNT2 (aqueles que têm a tecla cedilha). Para corrigir o erro, adicione as seguintes linhas no arquivo .bashrc do:
LANG = pt_BR
LC_ALL = pt_BR
LC_CTYPE = ISO-8859-1
LESSCHARSET = latin1
export LANG LC_ALL LC_CTYPE LESSCHARSET

Não se esqueça de efetuar um novo logon com o mesmo usuário.

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