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Futuros chips da Intel terão arquitetura unificada

Na semana passada, a Intel confirmou a existência de dois novos projetos para fututos processadores que unificarão, em 2007, a arquitetura de seus diferentes chips para desktops, servidores e aplicações móveis.

Tom Krazit

13/07/2005 às 19h00

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Na semana passada, a Intel confirmou a existência de dois novos projetos para fututos processadores que unificarão, em 2007, a arquitetura de seus diferentes chips para desktops, servidores e aplicações móveis.
 
Durante um encontro de analistas financeiros em Nova York, na semana passada, o presidente e diretor de operações da Intel, Paul Otellini, apresentou uma "planilha" de processadores atualizada que incluia o Merom e o Conroe, futuros chips dual-core para notebooks e desktops, respectivamente; e o WoodCrest, um processador dual-core para servidores que trabalhem com dois chips.

Mesmo que Otellini não tenha dado mais detalhes sobre os novos produtos, fontes cientes dos planos da Intel reafirmaram que os processadores vão compartilhar as mesmas características de arquitetura, baseada no atual Pentium M.

Na segunda, porta-vozes da Intel no setor para dispositivos desktops e móveis se recusaram a comentar os produtos, mas executivos da mesma área mostraram uma incrível e cada vez maior vontade de falar sobre a introdução gradual de tecnologias móveis em chips para desktops e servidores.

Entre os próximos seis ou dezoito meses, os responsáveis na Intel pelo design de chips para servidores e desktops planejam emprestar técnicas dos dispositivos móveis para aumentar a performance em relação ao consumo de energia dos chips de mesa, disse Abhi Talwalkar, vice-presidente e diretor geral do Grupo Corporativo Digital da Intel durante o encontro da semana passada.

Isso terá um impacto nas verbas destinadas a TI tanto por facilitar o resfriamento de PCs e servidores como por reduzir custos com apenas uma versão - para desktops e notebooks - do mesmo software.

Don McDonald, vice-presidente e diretor geral do recém criado Grupo Doméstico Digital da Intel, disse no começo do ano que foi dada toda liberdade à sua equipe para usar qualquer tecnologia Intel para construir produtos voltados ao entretenimento doméstico, como Media Center. Tecnologias móveis que constituem o design do Pentium M estão no topo da nossa lista, revelou ele em uma entrevista no Intel Developer Forum em março.

Espera-se que os novos Conroe, Merom e Woodcrest usem algumas das características para melhor aproveitamente de energia do modelo Pentium M. A faminta Netburst ainda é a arquitetura usada pela Intel como base das linhas de processadores Pentium 4 e Xeon, mas pode ser definitivamente aposentada com a introdução da Conroe e da Woodcrest.

Nos últimos cinco anos, a diretriz para melhorar a performance do Pentium 4 foi aumentar seu clock A atitude tem infelizes consequências, como o aumento de consumo de energia - e consequente aumento do calor produzido durante a execução de tarefas-, e os problemas de vazamento trazidos pelo uso de transitores menores causaram uma preocupação sobre o efeito do calor nos chips.

A arquitetura Netburst usada no Pentium 4 foi desenvolvida, originalmente, para permitir que processadores Intel para desktops e servidores atingissem maior velocidade, o que seguia a escolha da empresa em concentrar o clock do chip como o melhor indicador de performance. No entanto, o pensamento mudou quando a Intel introduziu com bastante sucesso o Pentium M.

O Pentium M roda com uma velocidade menor em comparação aos processadores Pentium 4, mas é desenvolvido para fazer mais com cada watt destinado a ele. Os últimos Pentium M lançados apresentam performance equivalente a chips top de linha para desktops, segundo a Intel.

A combinação de performance com eficiência energética no desenvolvimento do Pentium M também torna o dispositivo ideal para o design de processadores com dois ou mais núcleos, conta Kevin Kreweel, editor-chefe do The Microprocessor Report, da Califórnia.

"A arquitetura Netburst atingiu uma parede", disse Krewell. "Focada em reduzir o consumo de energia por núcleo, a Intel já começa a pavimentar o caminho para processadores com quatro núcleos". O lançamento dos modelos Conroe e Merom está programado para o final de 2006 ou começo de 2007, enquanto o Woodcrest deve ser lançado em 2007, segundo Otellini.

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