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Microsoft critica Linux, IBM e Google

A Microsoft fez do Linux um dos temas principais da conferência Worldwide Partner Conference, ao longo do último fim de semana, e abordou estratégias sobre como derrubar os concorrentes de código aberto.

IDG Now

13/07/2005 às 15h33

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A Microsoft fez do Linux um dos temas principais da conferência Worldwide Partner Conference, ao longo do último fim de semana, e abordou estratégias sobre como derrubar os concorrentes de código aberto.

O Chief Executive Officer (CEO), Steve Ballmer, convocou os parceiros a mirar produtos como Lotus Notes da IBM e Netware, da Novell, classificando a IBM como principal concorrente da Microsoft.

Sessões como "Vender contra plataformas competitivas" e "Vencer no mercado contra o Linux", porém, deixou claro que as plataformas de código aberto aparecem como as principais concorrentes para clientes que pretendem migrar da IBM, Novell ou NT4.

Em um discurso, Mike Nash - vice-presidente corporativo da Unidade de Tecnologia e Segurança de Negócios da Microsoft - ressaltou o progresso da companhia em termos de segurança nos últimos dois anos.

Segundo ele, os esforços da Microsoft tornaram o Windows mais seguro do que o Linux. O Windows XP SP2 teve a metade de vulnerabilidades críticas comparadas a versões anteriores do Windows, segundo ele, desde o lançamento do SP2 em agosto de 2004.

A Microsoft também trouxe a Techstream uma pequena empresa de treinamento em TI, que executa Linux para parceiros interessados em saber mais sobre código aberto. O laboratório permitiu que os presentes testassem o Apache e uma instalação com Linux com interface KDE.

O responsável pela companhia, Don Johnson, informou que apesar de muitas empresas considerarem que a migração para Linux as desvincula de um fornecedor, por outro lado ela cria relações com outros, como a Red Hat. O executivo também declarou que a migração não é em nenhum momento fácil.

A presença do Linux em um grande evento da Microsoft é outro sinal de mudança na atitude da companhia frente ao código aberto. A empresa adotava uma postura em que praticamente bania os softwares de código aberto de seus diálogos.

Nos últimos meses, porém, a Microsoft abriu o diálogo com executivos e os desenvolvedores de Linux, e passou a incorporar o tema a seus eventos.

A estratégia pode ser vista como uma atitude menos agressiva da Microsoft, mas é interpretada pelos concorrentes de código aberto como uma nova forma de a gigante de software tentar compreender seu inimigo.

"Se a Microsoft estivesse mesmo disposta em coexistir com harmonia com os desenvolvedores de código aberto, ela precisaria fazer algo para ajustar suas relações com seus consumidores", disse Andrew Morton, desenvolvedor Linux.

Segundo o especialista, o código aberto dá a possibilidade de os usuários entenderem os softwares e contribuírem com ele, além de fazer as alterações necessárias.

Sob o ponto de vista de Morton, a Microsoft não faria nada nessa área porque a iniciativa iria contrariar os interesses dos acionistas.

IBM no alvo

Durante a conferência, Ballmer disparou um arsenal de palavras contra a IBM, criticando software, hardware e serviços da companhia.

"A IBM tem o melhor hardware na maior parte do tempo? Faça você essa pergunta a si mesmo. A IBM tem o melhor software? Não tem nem o segundo melhor software na minha opinião. Eles têm os melhores serviços? Não, eles não tem os melhores serviços. A linha da IBM tem sido a mais fraca de todos os tempos. O valor [da IBM] é significativamente menor hoje do que em qualquer outra época durante meus 25 anos de negócio", disse.

Ballmer agradeceu ainda os parceiros da Microsoft pelo comprometimento e pelo papel que têm desempenhado no sucesso da companhia.

Embora não tenha citado o nome do Google, o executivo também declarou que a Microsoft quer ser a primeira empresa no segmento de buscas corporativas.

"O mundo pode e fará um trabalho muito melhor em encontrar e navegar em toda a informação possível e, nossa companhia está empenhada em ser a líder nisso, mesmo se levar um, dois ou três anos. Nós temos o produto líder em busca no desktop. Não somos os líderes da internet hoje, mas isso não significa que não estamos sérios sobre a inovação", concluiu.

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