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Wappa permite pagamento de contas pelo celular

Depois de fazer fotos e vídeos, tocar músicas e telefonar, aparelhos celulares já podem pagar contas no Brasil.

Guilherme Felitti

13/07/2005 às 15h01

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Depois de fazer fotos e vídeos, tocar músicas e telefonar, aparelhos celulares já podem pagar contas no Brasil. Anunciado nesta terça-feira (12/07), o Wappa Benefícios utiliza o aparelho móvel como ferramenta para o pagamento de benefícios concedidos pela empresa a seus funcionários.

A exemplo de um cartão de débito ou um tíquete eletrônico, o serviço permite que contas em restaurantes, viagens de táxi e compras em farmácias possam ser pagas com uma senha - nesse caso, o meio é o telefone e a confirmação vem via SMS. Quando contrata o Wappa, a empresa interessada faz uma lista com os nomes e números de celulares dos funcionários. Cada um tem uma conta, em que a empresa deposita os benefícios, tal qual um plano pré-pago de telefonia.

Além da abolição do gasto com boletos e cartões, Luiz Peduti, presidente executivo da Wappa, afirma que o controle sobre o que foi gasto e como inibe fraudes. "Como o sistema é digital, logo que uma compra é feita, fica registrada no relatório online com nome e telefone de quem usou".

Após efetuar uma compra, o estabelecimento credenciado manda um SMS com detalhes da transação para o servidor da Wappa, que o repassa com a cobrança para o usuário. Este entra com sua senha pessoal e recebe outra mensagem com a confirmação da compra.

Todas as mensagens eletrônicas usadas no processo são bancadas pela Wappa, o que, segundo Peduti, representa outro motivo para que empresas adotem o serviço. "Qualquer cliente não tem investimento nenhum, já que o aparelho celular é um equipamento difundido e a Wappa banca os SMS".

A baixíssima receita inicial necessária é a principal razão, segundo o executivo, para que a Wappa atinja, até o final de 2005, sua projeção de 500 empresas e 100 mil usuários cadastrados, com uma receita de 50 milhões de reais. "Fizemos um acordo agora com a CooperTaxi para começar a cobrar corridas pelo celular e estamos em negociação com outras", revela ele sobre a capilarização de empresas credenciadas, sem querer citar nomes.

Segundo Peduti, o serviço já opera em São Paulo e deve chegar a outras capitais brasileiras (Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Brasília) até o final de 2005. Para tanto, a empresa já fechou parcerias com as operadoras Vivo, Tim, Claro, Oi e Nextel e afirma estar em negociações com a Telemig, a Amazônia Celular e a Brasil Telecom.

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