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Lei de Moore faz 40 anos

Considerado um dos grandes mitos da indústria de semicondutores, a lei de Moore completa 40 anos em 2005 e, segundo seus promotores, ela vai bem e tem fôlego para continuar a inspirar e promover o progresso do mercado de tecnologia pelos próximos 15 ou 20 anos.

Mário Nagano

14/07/2005 às 16h56

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Considerado um dos grandes mitos da indústria de semicondutores, a lei de Moore completa 40 anos em 2005 e, segundo seus promotores, ela vai bem e tem fôlego para continuar a inspirar e promover o progresso do mercado de tecnologia pelos próximos 15 ou 20 anos.

A lei de Moore teve origem em um artigo escrito por Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, publicado em 19 de abril de 1965 na revista Electronics Magazine. No artigo, Moore disse que, com o ritmo de evolução da tecnologia, seria possível de duplicar o número de transístores numa mesma área de silício a cada ano.

Devido ao aumento da complexidade na manufatura de chips, Moore reajustou esse período para dois anos em um novo artigo publicado em 1975. Curiosamente, várias referências na encontradas na Web citam um valor menor: 18 meses.

Essa observação, conhecida popularmente como lei de Moore, possui algumas implicações muito interessantes, já que com o aumento da concentração de transístores é possível produzir chips menores, mais velozes e até mais baratos, devido ao aumento da produtividade dos wafers de silício. Por consequência, essa idéia levaria a uma dramática redução nos custos de fabricação. Isso vai contra a idéia geral de que um produto mais novo e de melhor desempenho costuma ser mais caro para ser produzido.

Apesar de ter servido bem à indústria por quase quatro décadas, fala-se muito sobre o fim da lei de Moore. Afinal, existem limites para a redução do tamanho de componentes eletrônicos, hoje medido na escala de átomos.

Durante a última edição do Intel Developer Forum, realizado em março em San Francisco, Paolo Gargini, diretor de estratégias tecnológicas da Intel, declarou que as estratégias para expandir a Lei de Moore não estariam apenas na simples diminuição da escala geométrica dos transístores, e sim na adoção de novas idéias capazes de oferecer mais desempenho sem necessariamente ter de mexer na escala física. Gargini chamou essa técnica de "escala equivalente" (equivalent scaling).

Fora isso, a Intel pesquisa algumas idéias pouco convencionais como o uso do comportamento das partículas como meio de processar informação (spintronics), assim como a combinação de novas tecnologias com o silício como a optoeletrônica, nanotubos de carbono e até biochips.

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