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Montar uma loja virtual pode sair até de graça com a ajuda de empresas especializadas.

Henrique Martin

18/07/2005 às 14h56

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Quem abriu um negócio não tem por que não ir à internet e montar uma loja virtual. Custo não é mais desculpa.  Complexidade também não. Para ajudar empresas de pequeno porte, os provedores de serviços e hospedagem de páginas ampliaram a atuação e começaram a fornecer soluções simples de e-commerce, com custos baixos de manutenção e a promessa de desenvolvimento rápido de páginas. É a solução ideal para quem precisa se preocupar com os negócios e não quer perder tempo nem dinheiro com a tecnologia envolvida.

Para entrar na era do e-commerce, basta ter em casa ou no escritório um computador ligado à internet, de preferência em alta velocidade, uma câmera digital para fotografar os produtos que serão vendidos, uma impressora para tirar os pedidos e preparar a entrega. O resto do trabalho fica por conta de empresas como Entrelojas, Miracula, Locaweb, CorreiosNet Shopping, HPG Loja e BPG. Clique aqui para ver uma tabela com informações sobre os serviços oferecidos.

Os serviços incluem desenvolvimento do site, hospedagem das páginas, tecnologia segura para comércio eletrônico, plataforma de pagamento com boleto eletrônico, transferências de valores e cartões de crédito e até parcerias para divulgação do site em shoppings virtuais. Os pontos negativos são as poucas opções de layout de páginas e planos que limitam a quantidade de produtos à venda.

O futuro vendedor pela internet precisa ter em mente que nem os gigantes do comércio eletrônico têm toda estrutura tecnológica dentro de casa. A maioria dos serviços, como servidores, hospedagem e segurança nas operações online é fornecida por outras companhias.

Sai caro manter estrutura própria, pelo menos no começo. “Na hora de fechar o contrato, verifique se não há cláusulas extras que incluam a cobrança por número de visitas à página, por exemplo”, diz Daniel Cardoso, diretor da MKTeam, consultoria especializada em comércio eletrônico. Uma alternativa é verificar as reais necessidades da loja virtual e fechar pacotes específicos com o fornecedor da tecnologia, com opções que permitam maior personalização da loja.

ACHANDO SEU ESPAÇO
Quando planejada adequadamente, a iniciativa pode trazer bons resultados. Dos 11 milhões de internautas brasileiros, 3,6 milhões fazem compras pela rede, segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net). Até o final de 2005, esse número deve chegar a 6 milhões. Mesmo com quase 80% do varejo online brasileiro concentrado em 25 grandes companhias, ainda há bastante espaço para crescer. A última Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro constatou que apenas 4,22% das empresas têm algum tipo de comércio eletrônico – em 1999, era apenas 0,04%. Em transações, o ano de 2005 deve totalizar 9 bilhões de dólares.

“Existe um nicho interessante para pequenos negócios na internet. A dica é conseguir atuar em segmentos onde os grandes não estão presentes, criando operações localizadas com serviços diferenciados”, diz Cid Torquato, diretor executivo da Câmara-e.net. Segundo ele, a idéia não é transformar a loja virtual no ponto de venda universal – embora isso possa vir a acontecer – mas sim em uma operação de apoio para as vendas já existentes. “O óbvio é vender para a base primária de clientes. Se o consumidor já telefona para fazer pedidos, por que não faria compras online?”, questiona Torquato. Além disso, existem setores do comércio eletrônico que não são bem-atendidos pelas grandes lojas. Muitos clientes preferem consultar o preço e as condições de pagamento pela internet e fechar o negócio na loja real.

“Um pequeno negócio também pode ser mais ágil. Uma loja de CDs com atuação local pode, por exemplo, entregar um produto uma ou duas horas depois do pedido”, explica Torquato. Mas com tantas opções de serviço, como definir a melhor?

“Tudo depende da expectativa de retorno. De nada adianta ter uma loja online sem estrutura para atender bem ao cliente”, recomenda Cardoso. “Investir em divulgação compensa. Uma loja sem investimento em marketing fica sem aparecer. A solução? Falar da loja virtual para a base de clientes já existente e pensar em estratégias como e-mail marketing e links patrocinados”, explica o diretor da MKTeam.

Caso as opções variem muito ou as transações via internet ainda amedrontem, duas opções valem como teste. A primeira é fazer uma experiência em sites de leilão como o Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br). Nele, o vendedor pode oferecer seus produtos por venda direta ou por leilão. A segunda alternativa é utilizar serviços de comparação de preços, como o Buscapé (www.buscape.com.br). Além de vasculhar lojas virtuais, o site tem um serviço de cadastramento de produtos disponíveis em lojas físicas, mediante o pagamento de uma taxa. Se o produto desejado pelo internauta estiver nos resultados, o lojista pode até oferecer um desconto para o comprador virtual.

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