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Pingüim bem mais perto dos desktops

O Freedows e o Kurumin são duas provas de que o Linux não está tão alheio às necessidades dos usuários finais

Toni Cavalheiro, especial para a PC World

27/09/2005 às 12h36

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O Freedows e o Kurumin são duas provas de que o Linux não está tão alheio às necessidades dos usuários finais

Por mais que o Linux ainda tenha problemas de compatibilidade com o Windows, muitas empresas já apostam neste sistema operacional como solução para estações de trabalho. Funciona? Bem, tudo depende de como você vai usá-lo. Hoje em dia, dizer que o Linux pode ser adotado em todas as situações é algo no mínimo utópico. Se os funcionários da sua empresa usam o pacote Office, um navegador internet e um programa de e-mail, você até pode usar o Linux nas estações de trabalho. Mas, caso eles precisem de programas específicos, como o Photoshop ou o AutoCAD, esqueça: o Linux ainda está longe de suprir as necessidades deste tipo de público. Pelo menos por enquanto. 

CrossOver OfficePor incrível que pareça, a mínima mudança nos aplicativos do dia-a-dia é suficiente para que os usuários fiquem perdidos.  Portanto, ao aderir ao Linux, tenha em mente que você terá de investir no treinamento do seu pessoal. Além disso, nem sempre os formatos de arquivos são exatamente os mesmos que são usados no mercado.  Pacotes como o OpenOffice até permitem que você abra arquivos do Word, Excel e do PowerPoint, mas é comum ocorrerem erros na hora de trabalhar com fórmulas e apresentações mais complexas. 

 Por outro lado, se você acha que uma migração para Linux ainda é radical demais para sua empresa, há outra possibilidade que faz com que você abra mão do sistema operacional Windows sem perder os aplicativos que costuma usar. Um software chamado CrossOver Office permite a execução de diversos programas do Windows na sua distribuição favorita do Linux. A compatibilidade ainda não é total, impedindo assim que você instale versões mais recentes dos programas. No caso do Office, por exemplo, a última versão compatível é a XP. Nem adianta tentar instalar a 2003, pois não funcionará. Outra desvantagem é que o programa não é gratuito. A versão Standard do CrossOver Office 4.2 sai por 39,95 dólares, enquanto a versão Professional, com suporte estendido e alguns recursos adicionais, custa 84,95 dólares.

KuruminOutra opção é partir para uma distribuição que já venha com tudo o que você precisa para trabalhar no dia-a-dia. Entre as melhores estão o Freedows e o Kurumin, dois Linux bem amigáveis e totalmente compatíveis com as redes Windows. O Freedows tem como principal característica a semelhança com o produto da Microsoft. Ao criar o software, os desenvolvedores tentaram não reinventar a roda. Já que a maioria das pessoas está acostumada a trabalhar com o Windows, por que não fazer a interface bem parecida? O resultado foi muito bom, tornando o Freedows uma das melhores distribuições da atualidade para escritórios.  Há até uma versão do sistema que já vem com o CrossOver Office “embutido” mas, neste caso, é um programa comercial – custa 150 reais e está à venda no site www.ciadosoftware.com.br.

O Kurumin, por sua vez, tem como diferencial a facilidade de uso sem descaracterizar a interface do Linux. Baseado no Debian, uma distribuição que tem a fama de ser bem complicada, este software conseguiu a proeza de tornar-se extremamente simples e estável. Outra vantagem é que o Kurumin é totalmente gratuito. Portanto, é uma das opções mais viáveis para uso no escritório.

Se você ainda acha que o Linux está longe de ser uma alternativa de sistema operacional para as estações de trabalho, talvez seja a hora de repensar o assunto. Com as novas distribuições, o software livre está cada vez mais perto dos seus usuários. Em outras palavras, é possível economizar em licenças sem abrir mão de produtividade.
 

 

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