Home > Notícias

DNS e DHCP direto no Linux

Sistema oferece boas opções desses dois serviços básicos para redes locais, independentemente da distribuição

Toni Cavalheiro, especial para a PC World

27/09/2005 às 12h27

Foto:

Sistema oferece boas opções desses dois serviços básicos para redes locais, independentemente da distribuição

Assim como ocorre com os servidores baseados em Windows, o Linux também oferece suas opções de serviços essenciais para redes locais. E, nesta categoria, dois dos serviços mais importantes são o DNS e o DHCP.  Suas funções são, respectivamente, resolver nomes em uma rede local e fornecer endereços de IP dinamicamente para determinadas estações da rede, sejam elas Linux, Windows ou até Macintosh.

BindNo caso dos servidores de DNS, há muitas opções disponíveis para Linux. A mais comum é certamente o bind (imagem ao lado), um software que já era usado nos primórdios do UNIX e hoje virou padrão. Apesar de diversas tentativas de fazer com que o bind se tornasse mais amigável, a maioria dos administradores ainda prefere usar a ferramenta no modo tradicional, ou seja, editando diversos arquivos-texto que guardam as configurações.  Isso não chega a ser exatamente um problema, mas o técnico deve ter diversos conhecimentos teóricos para criar estas configurações, já que não há nenhum tipo de assistente para ajudá-lo durante o processo. Resumindo, o DNS padrão do Linux está bem longe de ser simples. Se você não sabe exatamente o que está fazendo, prefira algo mais amigável, como o DNS do Windows Server 2003. 

Uma segunda opção de DNS mais focada em segurança é o djbdns. Apesar de deixar um pouco a desejar em recursos, esse software é considerado um dos mais seguros do mundo. Para ter uma idéia do nível de proteção, D. J. Bernstein, o desenvolvedor do programa, oferece um prêmio de 500 dólares para qualquer pessoa que encontre uma vulnerabilidade de segurança em seu software. E – acredite – até hoje ninguém conseguiu receber o prêmio. Se você estiver interessado em arriscar, poderá obter mais informações na página oficial do projeto em cr.yp.to/djbdns.html.

Na linha DHCP, qualquer distribuição do Linux já oferece o serviço como padrão. O nome do processo é dhcpd, uma ferramenta que costuma rodar em segundo plano na maioria dos sistemas Linux. A principal vantagem que este DHCP leva em relação ao seu concorrente é a velocidade de atualização de tabelas e possibilidade de executar em máquinas mais lentas. Isso mesmo: este é um dos poucos servidores que você pode usar com qualidade mesmo em computadores que hoje são considerados obsoletos.  Em compensação, o DHCP do Linux também tem uma série de desvantagens em redes que são baseadas no Active Directory.  Com o auxílio de ferramentas de terceiros, o AD pode usar o DHCP para definir permissões para máquinas ou grupos de máquinas.  Mas, para isso, o serviço de DHCP deve estar rodando no próprio servidor Windows 2003, e não no Linux. Mesmo assim, este é um caso bem específico e que, certamente, não se aplica a todas as situações. 

Se você ainda está em dúvida se vale ou não usar estes serviços no Linux, tudo depende muito do seu estilo de administração.  Quem é do tipo que gosta de resultados práticos sem se importar muito com a teoria, certamente se dará melhor com o Windows.  Aqueles que gostam de conceitos e sempre querem ter controle total sobre tudo o que está acontecendo na rede encontrarão no Linux um ótimo aliado.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail