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Software livre estimula pirataria, diz CompTia

Cerca de 90% dos computadores vendidos em países emergentes sob programas que utilizam softwares livres acabam por utilizar softwares piratas em substituição

IDG Now!

30/09/2005 às 16h49

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Dados apresentados pelo representante da consultoria CompTia na América Latina, Gilberto Galan, na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática - que aconteceu nesta quinta-feira (29/09) - demonstram que 90% dos computadores vendidos em países emergentes sob programas que utilizam softwares livres acabam por utilizar softwares piratas em substituição.

Galan participou de uma audiência pública sobre o andamento do Programa Cidadão Conectado, do governo federal. A CompTia é uma organização que atua em 103 países e tem 20 mil empresas associadas, segundo Galan. Entre seus clientes, estão empresas como a Sun, a IBM, a HP e a Microsoft. Apesar desse perfil, Galan defendeu a neutralidade tecnológica, que permitiria à população escolher entre softwares livres, proprietários ou híbridos.

Em resposta a essa preocupação, o diretor do Serpro presente na audiência, Sérgio Rosa, disse que os incentivos são para todas as empresas, mas que o governo fez uma aposta no software livre nos programas que ele próprio irá financiar.

Rosa fez ainda um desafio às empresas para que elas demonstrem a diferença entre softwares livres e os proprietários a uma pessoa que nunca utilizou computador. "A tela do computador é idêntica, e os softwares têm as mesmas funções".

O deputado Walter Pinheiro (PT-BA), integrante da Frente Parlamentar do Software Livre, disse que 79% da população brasileira nunca usou computadores e 89% não tem acesso à internet. "Quando falamos sobre qual software usar no Brasil, tanto os softwares livres quanto os proprietários são desconhecidos pela população de baixa renda", destacou. 

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