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Brasil é o quinto em envio de spams

EUA continuam a liderar ranking de envio de spams, com 26,35% das mensagens indesejadas partindo do país. Brasil ocupa mesma posição do ano passado

IDG Now!

13/10/2005 às 11h08

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Os Estados Unidos continuam a liderar o ranking de envio de spams, com 26,35% das mensagens indesejadas partindo do país, informou a fornecedora de segurança Sophos, em relatório sobre os seis primeiros meses deste ano.

O Brasil é o quinto no ranking mundial - mesma posição que ocupava em 2004 -, com 2,67% das mensagens enviadas. Em segundo lugar vem a Coréia do Sul, com 19,73%, seguida pela China, com 15,7%, e a França, com 3,46%.

Embora ainda sejam líderes, os Estados Unidos reduziram sua participação na geração de spams, que era de 42% no mesmo período do ano passado. Mas mesmo com a queda do volume de mensagens enviadas a partir dos Estados Unidos, o crescimento da capacidade da banda larga na China e na Coréia do Sul fez com que esses países se tornassem interessantes para os spammers, o que levou a uma manutenção no volume total de spams circulando na rede mundial.

A porcentagem de spams gerados a partir da Coréia do Sul cresceu de 12%, no ano passado, para cerca de 20% neste ano, enquanto na China o percentual cresceu de 9% para aproximadamente 16%.

Outra dado levantado pelo estudo é que 60% das mensagens indesejadas são geradas a partir de computadores zumbis, utilizados pelos spammers para propagar mensagens sem que o usuário saiba.

Mesmo com o aumento na repressão legal, com os recursos de segurança do Service Pack 2 do Windows XP, que atrapalharam a vida dos spammers, a forma mais efetiva de minar os spams é impedir os usuários de criarem servidores que usam a porta 25, que permite que eles se identifiquem como servidores de e-mail, segundo a Sophos. "Isso poderia ser feito amanhã e reduziria drasticamente o volume de spam", defende John Reid, voluntário do Spamhaus Project, organização mundial anti-spam.

Os provedores de internet relutam em tomar a medida, principalmente, porque seria um processo custoso e que consumiria tempo. Os resultados, contudo, poderiam compensar. Em 2004, o Canadá respondia por 7% dos spams do mundo e hoje estão abaixo dos 3%, porque, segundo Reid, o país já está adotando esta estratégia.

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