Home > Dicas

Domínio internacional

Registre um site .com e amplie o alcance de sua empresa na internet

Guilherme Feliti

20/10/2005 às 18h31

Foto:

Pontocom - gdSeu site .com.br já está no ar e atende às necessidades dos clientes no Brasil. Mas se você tem planos de expandir os negócios para o exterior ou simplesmente quer oferecer uma alternativa com endereço mais simples aos visitantes, o negócio é adotar também uma página na internet com final .com.

“Ter apenas um domínio .com.br denota que a empresa só tem participação no mercado local”, afirma Érica Saito, gerente de estratégia de negócios da divisão de nomeação e diretório da VeriSign. Responsável pelo gerenciamento de domínios .com e .net em todo o mundo, a empresa decidiu investir na popularização dessas terminações em outros países, começando pelo Brasil. Em pesquisa com usuários brasileiros, a companhia descobriu que 38% desejam ter um endereço .com. O número sobe para 42% entre aqueles que já têm um site.

A relação entre endereços regionais e gerais, também chamados tecnicamente de CCTLD (Country Code Top Level Domain) e GTLD (General Top Level Domain), respectivamente, é baixa no país. Ao contrário da maioria dos países, que tem um equilíbrio entre os dois padrões, o Brasil tem 90% dos domínios regionais (.com.br). O número pode ser creditado à desinformação sobre o assunto. “As pessoas não consideram o registro de endereços .com porque não conhecem, não sabem que também é possível no Brasil”, afirma Érica. “Essa disparidade é muito alta.”

Também colaborou para a escolha do Brasil a definição do primeiro registrar da América Latina junto ao ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), órgão responsável pela definição de denominações online. A autorização inédita (a primeira entregue a uma empresa da região) para a companhia brasileira Nomer faz com que ela se reporte diretamente à VeriSign e permite o gerenciamento na região de domínios e de seus distribuidores.

Para registrar um domínio .com, basta procurar um distribuidor autorizado (o hotsite www.registreseu.com da Verisign traz uma listagem) e pagar a taxa de manutenção do endereço. Tanto para domínios .com quanto para .com.br, o custo média é de 40 reais por ano. A principal diferença entre os dois está nos requisitos para o registro. A Fapesp, responsável pelo gerenciamento de domínios terminados em .br, pede CNPJ para quase todos seus endereços. A VeriSign, por sua vez, registra domínios sem qualquer exigência.

“Decidimos ser mais rígidos. Caso o dono de um site cause problemas como fraudes virtuais, com esses dados é mais fácil localizá-lo”, explica Demi Getschko, membro do Comitê Gestor de Internet. O órgão tem como entidade responsável pelos domínios no Brasil o Nic.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br).

Embora esses sejam os principais domínios utilizados no país, existe uma série de outros padrões e maneiras de registro de endereços. Além das extensões para profissionais liberais, como .adv para advogados e .arq para arquitetos, a aprovação recente de domínios IDN (Internationalized Domain Names) permite endereços com cedilha e acentos. “O uso ainda é restrito, mas as pessoas devem se acostumar logo”, afirma Ricardo Monteiro de Vaz, diretor da Nomer.

Mesmo com a campanha para aumentar o número de endereços .com no Brasil, Érica adianta que não é objetivo da VeriSign roubar endereços da Fapesp e diminuir a vantagem entre domínios .com e .com.br. “Não oferecemos o .com como uma alternativa, mas sim como um complemento ao .com.br. A única coisa que torna esses domínios excludentes é o valor, o quanto de dinheiro o usuário pretende gastar”, explica a executiva. Monteiro concorda. “A quem estiver em dúvida, recomendo registrar os dois. Os custos são baixos e compensam pelo volume de visitantes que geram”. Vale lembrar que, se o objetivo é gerar negócios em outros países, é necessário adequar o conteúdo ao usuário. Ou seja, versões em inglês e espanhol das páginas são essenciais.

Tá registrado: dicas para escolher um domínio que seja facilmente localizado

Estudos de caso:
Avestro: Avestruz made in Brazil
44 BicoLargo: Lembra-se de mim?

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail