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Batalha no mundo dos portáteis

Enquanto a Intel prepara a terceira geração da plataforma Centrino, a AMD entra na disputa pelo mercado de portáteis com o chip Turion 64

Mário Nagano

26/10/2005 às 17h07

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Ao contrário do que acontece no mercado de desktops e servidores, não existem dúvidas de que a Intel domina o mercado de computadores portáteis com sua plataforma móvel Centrino, um produto tão bom e tão bem-sucedido que praticamente levou a empresa a se reorganizar ao redor das chamadas plataformas de computação, ou seja, não vender apenas componentes e sim soluções completas de processadores, chipsets e software de apoio.

Lançado em 2004, o Centrino caminha para sua terceira geração, com o lançamento do processador Yonah (o primeiro chip móvel dual-core da empresa) que, junto com o chipset Calistoga e a interface de comunicação sem fio Golan, formam a plataforma Napa, que deve chegar ao mercado no início de 2005. Segundo a empresa, o Napa irá melhorar vários aspectos importantes ligados à computação móvel, como segurança de dados. Para isso, o Yonah (que também terá uma versão de um núcleo) conta com alguns truques novos como, por exemplo, desligar um dos núcleos se a carga de trabalho não for muito pesada, ou seja, desempenho sob demanda. Fora isso, ele terá novas tecnologias previstas para seus irmãos maiores como VT (virtualização de máquinas) e LT (tecnologia de segurança e proteção de dados, antes conhecida como LaGrande).

Para disputar em melhores condições esse mercado, a AMD aposta no processador móvel Turion 64. Ao contrário do Pentium M, que tem arquitetura completamente diferente do Pentium 4, o projeto do Turion é praticamente o mesmo do Athlon 64, o que garante compatibilidade com aplicações de 32 e 64 bits, algo ainda não implementado no Pentium M. O soquete do Turion é o mesmo do Athlon 64 para desktops (939 pinos), o que permite por exemplo, que o integrador, a partir de uma mesma plataforma de hardware, possa desenvolver um portátil de boa autonomia com o Turion, melhor desempenho, com um Athlon 64 Mobile, ou e até mesmo um desktop replacement, com uma versão especial do Athlon 64 para desktops.

A estratégia da AMD é chamar de Turion todos os processadores móveis que consomem 35 watts ou menos, valorizando assim suas características de economia de energia, item muito apreciado pelos usuários móveis. Mas a AMD não pretende seguir a estratégia de plataformas da Intel, permitindo que os fabricantes e integradores tenham a liberdade de escolher melhor o chipset ou interface Wi-Fi de acordo com seus interesses de desempenho ou até mesmo de custo.

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