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O peso dos impostos

Carga tributária de notebooks chega a 36,25% sobre o valor total do equipamento

Renato Rodrigues

26/10/2005 às 16h21

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Competição à parte, os principais fabricantes de notebooks instalados no País unem-se quando o assunto é impostos. “A carga tributária é muito crítica”, diz Daniel Rostirola, gerente de notebooks da Dell. De fato, os tributos pesam. Só de IPI (Imposto de Produtos Industriais), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e PIS/Confins (Contribuição Social), um notebook importado paga salgados 36,25% sobre o valor total – sem contar as taxas de importação, que podem chegar a 16%. No caso da fabricação local, a mordida cai para 17%. No entanto, como ainda não há venda suficiente para justificar a produção local, a maioria dos modelos vem de fora.

O peso dos impostos leva boa parte dos consumidores para o contrabando. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), sete de cada dez portáteis vendidos no país entram ilegalmente. Sem garantia dos fabricantes locais, essas máquinas também são uma ameaça ao bolso do consumidor, caso apresentem algum defeito. Para Ivair Rodrigues, gerente de análises da IDC Brasil, contrabando só se combate com preço baixo. “Quando a diferença de preços cair para cerca de 10%, as pessoas vão preferir o mercado oficial”, aponta.

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