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Brasil é o sétimo país em internet banking

As primeiras posições foram ocupadas pela Holanda, Alemanha e Dinamarca, com 77%, 74% e 73%, respectivamente

IDG Now!

27/10/2005 às 19h13

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Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27/10) pela Global Market Insite (GMI) revela que o Brasil é o sétimo país no mundo que mais usa o internet banking, com 41% do total de correntistas movimentando suas contas principalmente pela web. As primeiras posições foram ocupadas pela Holanda, Alemanha e Dinamarca, com 77%, 74% e 73%, respectivamente.

A Pesquisa GMI revela ainda que a falta de confiança no sistema virtual fez com que o serviço não decolasse em países como os Estados Unidos, Japão e Rússia. Entre os norte-americanos, apenas 38% (décima posição) utilizam principalmente a web para acessar sua conta bancária.

Já entre os japoneses, a taxa fica em 30% (décima primeira colocação geral) e, entre os russos, em apenas 5% (décima oitava e última posição entre os países pesquisados).

O GMI cita uma pesquisa publicada em junho pelo Gartner - em que a consultoria estimou o prejuízo de 2,4 milhões de internautas dos EUA com golpes online - para justificar a baixa adesão do internet banking nesses países.

Por outro lado, a existência de medidas de segurança fortalecidas com políticas de identificação "two-factor" (mais de uma senha para acessar a conta) em países europeus justifica a alta adoção do banco online naquele continente. Na Alemanha e Holanda, por exemplo, alguns bancos já requerem um terceiro número de identificação aos seus clientes.

As exceções na Europa são a França, Itália e Espanha, que ainda prezam pelo atendimento clássico. Nesses países, a taxa de uso da web fica em 35%, 30% e 29%, respectivamente.

No Brasil, por exemplo, uma das razões que explica a adaptação mais vagarosa ao internet banking é a valorização do contato pessoal, fator considerado importante por 60% das pessoas.

Já entre os jovens, as taxas de adoção são muito maiores. No mercado de usuários entre 18 e 29 anos, a Holanda tem 85% de seus correntistas já conectados. Dinamarca, Alemanha, Canadá, Polônia e Austrália (76%, 73%, 64%, 62% e 58%, respectivamente), seguem no ranking.

Apesar da existência de brechas de segurança em sistemas bancários online, pelo menos 79% dos 17,5 mil entrevistados concordam que movimentar sua conta pela web ou telefone melhorou a qualidade do serviço. No Brasil, a satisfação sobe um pouco, ficando em 80%. A Rússia, país que menos usa internet banking dos 18 pesquisados, teve taxa de aprovação de 75%.

Mesmo com as taxas de aprovação positivas, apenas pouco mais de um terço dos pesquisados em todo o mundo pretende substituir suas contas tradicionais por outras baseadas na internet. Na Austrália, entretanto, 55% dos correntistas já pensam nisso, enquanto no Brasil 41% desejam realizar a migração. 

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