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A vez dos portáteis (continuação)

27/10/2005 às 19h00

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Segundo Rodrigues, somente a economia de energia gerada pelo uso dos monitores de cristal líquido (LCD) dos PCs móveis, em vez dos tradicionais modelos CRT (de tubo) dos desktops, paga em quatro anos a atual diferença de preço entre eles. “Além disso, o LCD é mais confortável para o uso”, aponta. Citando estudos da consultoria Gartner, Isoldi, da Lenovo, diz que o ganho de produtividade oferecido pelos portáteis compensa, no prazo de um ano, o investimento feito. “O empresário tem de fazer o cálculo não pelo valor do aparelho, mas pelo custo total de propriedade”, afirma.

Os notebooks têm incorporado cada vez mais recursos para o usuário ganhar tempo no dia-a-dia. A maioria das máquinas oferecidas no mercado brasileiro vem com rede sem fio integrada, o que elimina o trabalho de adquirir uma placa específica, encaixá-la no equipamento e mexer nas configurações – um trabalho nada divertido para a maioria das pessoas. “O acesso sem fio vai se tornar commodity”, aponta Isoldi. Outro acessório que vem se tornando comum é o gravador de CD, mídia capaz de armazenar o conteúdo equivalente ao de 500 disquetes.

E o que vem por aí? Segundo Valéria, da HP, a principal tendência no mundo dos portáteis é a convergência. Os notebooks dos próximos anos terão câmeras integradas para conversas com vídeo, microfone embutido, materiais e revestimentos diferenciados (a estrutura do modelo Ferrari, da Acer, por exemplo, utiliza fibra de carbono, o mesmo material dos carros da Fórmula 1) e formatos mais arredondados. A conectividade será onipresente e praticamente não exigirá a interferência do usuário para o acesso a uma rede sem fio. Com a expansão do padrão de comunicação sem fio WiMax (em fase de testes no Brasil), que permite o tráfego de dados em alta velocidade em grandes áreas, os notebooks do futuro ficarão online o tempo todo, tal como os celulares hoje em dia. 

No campo da duração da bateria (um dos itens que mais incomoda os usuários), os principais fabricantes do mundo, como NEC, Samsung, Toshiba, IBM e LG estão próximos da produção comercial de computadores portáteis movidos a metanol (sim, aquele mesmo usado em carros). Protótipos já são capazes de alimentar um computador por até 10 horas, o dobro da duração média das baterias de lítio atuais. Bastará ao usuário completar o nível de combustível e continuar usando a máquina.

Em um futuro mais distante – cerca de 10 anos –, os atuais monitores de cristal líquido cederão lugar aos OLEDs. A sigla complicada refere-se à tecnologia que usa moléculas de carbono emissoras de luz, e permitirá a fabricação de visores mais econômicos que os atuais e tão leves e finos quanto folhas de papel. Com isso, notebooks poderão ter monitores de 19 polegadas e continuar leves como cadernos.

Confira a reportagem completa na edição de novembro de PC WORLD

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