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Armas para a inclusão digital – Parte II

Luís Fernando Tinoco

04/11/2005 às 15h36

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PC WORLD - O WiMax será o mantra da Intel em 2006? Quais outras tecnologias terão um papel importante a cumprir?

Anand Chandrasekher - Acho que as tecnologias importantes nos próximos três a cinco anos serão duas ou três. Em termos gerais e também para a inclusão digital. A primeira é o que chamamos de dual core. A capacidade para suportar o dual core vai se espalhar rapidamente nos próximos dois anos. É uma plataforma para impulsionar bastante a performance, mas também muito eficiente no trato com a questão térmica. Isso não é um projeto apenas para inclusão digital , servirá para tudo o que fazemos, mas aumentará muito a capacidade disponível para todos e também será benéfica para a redução de custos.

A segunda tecnologia é o WiMax, que terá um impacto grande no geral e ainda maior quando falamos de inclusão digital. O WiMax será imensamente importante em todo o mundo. Na época da independência dos Estados Unidos, a busca era por um rio que cruzasse o país, para servir como artéria vital para o desenvolvimento. Já na época das guerras mundiais, as modernas auto-estradas inventadas pela Alemanha tornaram-se a rede principal de distribuição para os países. No século XXI, o que substitui essas redes é a internet banda larga.

O acesso à internet banda larga está se tornando o equivalente a ter uma boa rede de estradas ou de rios navegáveis no passado. Qualquer país que não investir nisso, ficará para trás. Neste contexto, a importância do WiMax é gigantesca. É uma tecnologia revolucionária, de baixíssimo custo e que promove a ubiqüidade, portanto será uma ferramenta muito poderosa para a inclusão digital.

A última questão é a mobilidade. Toda tecnologia que permita que as pessoas sejam versáteis será muito poderosa. Quando alunos estão estudando, preferem estar trancados em uma biblioteca ou sentados no jardim, mas com acesso à biblioteca? Toda tecnologia que permita que as pessoas trabalham em seu estado natural será poderosa, e isto é mobilidade.

Qual o significado para a Intel da conquista da Apple, que passará a usar seus processadores no ano que vem?

Estamos muito contentes com a decisão da Apple de utilizar processadores Intel no lugar de PowerPCs, por diversas razões. A primeira delas é que alguns dos mais incríveis PCs do mundo são feitos pela Apple e o fato de que eles serão feitos com processadores Intel é muito interessante. Aposto que muitos funcionários da Intel vão querer comprar computadores Apple no dia do lançamento.

Outro motivo de nossa satisfação é que a Apple, para fazer estes computadores, exige muito da tecnologia e explora diferentes possibilidades de uso. Isso nos ajudará bastante no desenvolvimento de produtos e a criar boas idéias para o futuro.

Leia a íntegra da entrevista:
> Parte III: A inclusão das pequenas empresas e a criação de um platform definitions center em São Paulo.

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