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Pedidos sempre à mão

Pequenas e médias empresas usam handhelds para agilizar o atendimento e ganhar competitividade

Andreza Emília

18/11/2005 às 10h58

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Handhelds 200x270Bloquinhos de anotações, solicitações de compras empilhadas sobre a mesa do escritório, pedidos anotados de forma incorreta, demora para o atendimento dos clientes. Esse é o cenário em sua companhia?
Pois é hora de rever conceitos. É cada vez maior o número de comércios e pequenas e médias empresas que adotam os micros de mão (também conhecidos como PDAs ou handhelds) para agilizar processos, facilitar a integração de dados e – o mais importante – não perder consumidores.

Segundo dados do instituto Gartner, as vendas mundiais de PDAs atingiram 3,6 milhões de unidades no segundo trimestre de 2005, crescimento de 32% em relação ao mesmo período do ano passado.
A previsão é de que o setor encerre 2005 com 15 milhões de equipamentos entregues, superando o recorde de 13,2 milhões de aparelhos comercializados em 2001. Por outro lado, a consultoria IDC, que não inclui dispositivos como o Blackberry, da Research in Motion (verdadeira febre entre os executivos nos Estados Unidos), em seu levantamento, aponta queda no setor de 20,8% entre abril e junho de 2005.

No Brasil, os fabricantes de computadores de mão apostam suas fichas no ambiente corporativo. Hoje, 80% das vendas de handhelds da HP no país vão para as empresas. “Elas perceberam as várias aplicações desse equipamento. Em lojas de varejo, o atendente pode checar estoque, preço e concluir a venda sem sair do lado do cliente”, explica Márcio

Trevizan, diretor de produtos de computação da HP. “Seguradoras já usam PDAs para fazer a vistoria de carros e os fotografam, economizando tempo e oferecendo maior comodidade ao segurado”, completa.

Nos últimos cinco anos, a MGI, revendedora HP especializada em soluções móveis, vendeu 80 mil handhelds. Desses, 70% foram para o SMB (pequenas e médias empresas).

Para implantar um sistema de automação, incluindo hardware e software, os preços variam de acordo com a solução desenvolvida e o modelo escolhido. Em um restaurante com 15 equipamentos, por exemplo, são necessários cerca de 50 mil reais, entre máquinas, programa de gerenciamento e treinamento.

Marcelo Franco, gerente comercial da integradora Sydeco Tecnologia em Sistemas, reconhece o potencial dessa solução entre os pequenos negócios, mas destaca que hardware não é tudo. “É uma opção muito interessante, porque oferece mobilidade, e uma alternativa bem mais barata que os notebooks”, analisa. “Mas é preciso também estar atento ao software utilizado. É fundamental colher referências e saber se o fornecedor é sólido”, destaca.

Segundo ele, o handheld precisa se adaptar às necessidades da empresa no dia-a-dia. “De que vale fazer um sistema muito inteligente, se ele não se aplica à dinâmica de trabalho do cliente em questão?”, ressalta o executivo. Para Trevizan, da HP, vale checar pontos como duração de bateria (que pode deixar o vendedor na mão em pleno horário de pico) e assistência técnica, na hora de definir a aquisição de um handheld. “No comércio, por exemplo, o desgaste pode ser grande, e o conserto ou reposição de equipamentos deve ser rápido”, diz.

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