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Parte IV – Mandriva tem crescimento e planeja aquisições

30/11/2005 às 18h47

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PC WORLD – Qual o significado do lançamento do Mandriva 2006 para a empresa?

François Bancilhon, CEO da Mandriva – Temos grandes ambições com relação ao Mandriva 2006. É uma grande etapa para nós. É a primeira versão com a convergência das três tecnologias (Mandrake, Conectiva e Lycoris). É o primeiro lançamento feito no Brasil, o que mostra a importância do mercado latino-americano para nós. E é a primeira vez que nosso lançamento tem uma iniciativa de marketing. Além de um evento em São Paulo e outro em Paris (realizados em novembro), acontecerão install parties em mais de 20 cidades pelo mundo. Podemos nos permitir, chegamos a um estágio em que é necessário fazer isso e estamos seguros que teremos retorno. A partir de agora, os lançamentos serão anuais, não mais semestrais.

2005 está sendo um ano e tanto para vocês.

É verdade, muitas coisas aconteceram. A principal foi a fusão com a Conectiva, que mobilizou todo mundo e dobrou o tamanho da empresa em número de pessoas. Foi a primeira vez em que nos encontramos em uma verdadeira lógica de empresa global, com sedes repartidas e tudo o mais. Assim, nos juntamos ao debate sobre globalização, sobre desregionalização do emprego. Estou convencido que é necessário globalizar ao máximo. As empresas têm interesse em trabalhar juntas. Antes da fusão, Mandrake e Conectiva eram duas empresas locais, com mercado reduzido. Agora, somos muitos mais fortes, contratamos funcionários dos dois lados, temos muito mais possibilidades de conquistar grandes clientes, fazer grandes parcerias. A globalização é boa para todo mundo.

A chegada do Mandriva Linux 2006 é a concretização final da fusão?

A fusão nunca vai terminar em definitivo porque é um processo complexo. A parte jurídica está feita. A maior parte do trabalho de integração das equipes também. Um certo número de operações de serviço que são vendidas na Europa, são executadas aqui (no Brasil), porque aqui há o expertise e há também um sentido econômico. Implementamos nossa operação de controle de qualidade aqui, para verificar todos os procedimentos. O grosso foi feito, mas penso que temos muitas coisas a descobrir. Por exemplo, aqui há uma forte atividade de Linux embarcada (embedded) que não há na França. Então aqui tínhamos uma oferta mais complexa e rica que pode interessar muita gente na Europa, há um potencial extraordinário de valorizar esse expertise.

A Mandriva tinha uma expectativa de crescimento de 40% em 2005 no Brasil no momento da fusão, em fevereiro. Isso será atingido?

Sim, vamos chegar a isso no Brasil, provavelmente um pouco mais. Globalmente não podemos anunciar nenhum número pois somos uma empresa pública na França, mas a empresa continua crescendo e dando lucro.

A Mandriva planeja novas aquisições?

O mercado deve se consolidar e as fusões e aquisições são um componente importante de nossa estratégia. Uma parte considerável de nossa energia é gasta em analisar novas oportunidades de ampliação de mercado.

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