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Ano de 2005 teve 48% mais pragas que 2004

Entre as pragas mais disseminadas, o húngaro Zafi.D foi eleito o vírus mais ativo do período, com 16,7% do total de detecções, enquanto o Netsky.P ficou na segunda posição, com 15,7%

IDG Now!

06/12/2005 às 17h36

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O ano de 2005 registrou número 48% maior de novas ameaças que 2004, afirmou nesta terça-feira (06/12) a empresa de segurança Sophos, com especial destaque às pragas Zafi.D, Netsky.P e Sober.Z.

Segundo ela, 15.907 novas pragas foram detectadas entre janeiro e novembro deste ano, contra as pouco mais de 10.700 encontradas em 2004. "Esse enorme crescimento surgiu do crescente interesse das gangues criminais em criar cavalos-de-tróia, vermes e vírus com intuito de fazer dinheiro ilegalmente", explica o pesquisador da Sophos, Graham Cluley.

"Ao focar os seus esforços em um número menor de vítimas, os cibercriminosos podem alvejar internautas com programas maliciosos feitos sob medida, aumentando as chances de conseguir invadir uma rede protegida", continuou ele.

Entre as pragas mais disseminadas, diz a Sophos, o húngaro Zafi.D foi eleito o vírus mais ativo do período, com 16,7% do total de detecções, enquanto o Netsky.P ficou na segunda posição, com 15,7%.

A surpresa ficou por conta do recente Sober.Z que, surgido apenas em novembro, já conseguiu se posicionar como a terceira praga mais ativa de 2005, com 6,0% do total de detecções.

O estudo revela também que a taxa de e-mails infectados circulando pela web ficou, em média, em uma a cada 44 mensagens. Em épocas de grande infestação da rede, porém, essa taxa chegou a um em cada 12 e-mails.

Veja a lista das dez pragas mais ativas de 2005, segundo a Sophos:

1- W32/Zafi-D 16,7%

2- W32/Netsky-P 15,7%

3- W32/Sober-Z 6,0%

4- W32/Sober-N 4,3%

5- W32/Zafi-B 4,0%

6- W32/Mytob-BE 3,9%

7- W32/Mytob-AS 3,8%

8- W32/Netsky-D 3,0%

9- W32/Mytob-GH 1,9%

10- W32/Mytob-EP 1,8%

11- Outros 38,9%

Outro dado interessante divulgado pela Sophos é que o número de cavalos-de-tróia criados durante 2005 superou o número de worms em quase dois para um. Além disso, a porcentagem de programas maliciosos que incluíam componentes de espionagem aumentou de 54,2% em janeiro para 66,4% ao final deste ano.

O estudo da Sophos revela também que, durante o ano, um computador equipado com sistema operacional Windows sem as últimas atualizações de segurança tinha 40% de chances de ser infectado por um worm e, conseqüentemente, capturado para uma rede zumbi de PCs.

Quanto ao spam, ou e-mails indesejados de propaganda, a empresa de segurança afirma que o maior emissor mundial continua a ser os Estados Unidos, com 26,80% do total detectado pelos sistemas da Sophos.

Na segunda posição, aparece a Coréia do Sul, com 18,43%, e na terceira a China, com 17,04%. O Brasil foi posicionado na sexta colocação, com 2,40%, atrás de França e Canadá, respectivamente.

O estudo completo, em formato Adobe PDF, pode ser baixado aqui (em inglês).

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