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Brasil: redução do software ilegal pode gerar US$ 4,8 bi

Campanhas de conscientização, combate ao crescimento do mercado ilegal e redução tributária estão entre as medidas tomadas pelas empresas brasileiras de software para reduzir a pirataria no setor

Daniela Braun - IDG Now!

08/12/2005 às 19h22

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Campanhas de conscientização, combate ao crescimento do mercado ilegal e redução tributária estão entre as medidas tomadas pelas empresas brasileiras de software para reduzir a pirataria no setor de 64% em 2004 para 54% em 2009.

A redução do mercado ilegal em dez pontos porcentuais no Brasil geraria um crescimento de 4,8 bilhões de dólares na economia local e de 17 bilhões de dólares para o segmento de Tecnologia da Informação.

O impacto também envolve a criação de 21 mil novos empregos no setor, o aumento na receita da indústria local em 3,7 bilhões de dólares e um acréscimo de 550 milhões de dólares na receita tributária.

A expectativa foi divulgada nesta quarta-feira (08/12) pela Associação Brasileira das Empresas de Software e pela Business Software Alliance sobre um estudo realizado pela IDC a respeito do impacto da pirataria de software em 70 países.

Globalmente, o índice médio de pirataria de software é de 35% e sua redução em dez pontos porcentuais poderia gerar 2,4 milhões de novos empregos, um crescimento econômico de 400 bilhões de dólares e uma receita tributária de 67 bilhões de dólares.

No setor de software, esta mesma redução no mercado ilegal traria, em quatro anos, 112 mil novos empregos, 1,7 bilhões de dólares adicionais em receita tributária e um crescimento de 9,7 bilhões de dólares por ano em sua economia.

Vírus e tributos

A redução de impostos diretos pagos pelo setor é um dos caminhos para aumentar o poder de venda do software legal no Brasil. Hoje, a carga tributária sobre um software nacional é de 15% a 20%. Já um software produzido no exterior ainda envolve o pagamento de royalties, o que eleva a carga tributária em mais de 40%.

No entanto, segundo André de Almeida, consultor jurídico da BSA, a queda de preços não é a única saída para reduzir a pirataria. "Os produtos mais pirateados não são os mais caros e sim os mais populares. A diferença de preços sempre existirá e muitos consumidores preferem comprar até um isqueiro pirateado, por ser mais barato", avalia o advogado.

O Norton Antivírus, da Symantec, por exemplo, é um dos alvos dos piratas de software, mas seu original custa 69 reais nas lojas, preço inferior ao praticado nos Estados Unidos - entre 39 dólares e 49 dólares. "O CD do Show do Milhão era vendido a 29 reais, mas as pessoas preferiam pagar 10 reais no camelô", acrescenta Almeida.

Mostrar que o barato pode sair caro é a nova mensagem das associações ao consumidor. Até fevereiro de 2006, a Abes veicula  uma campanha, em emissoras de rádio e televisão, mostrando que o software pirateado aumenta os riscos de disseminação vírus, spywares e outras pragas virtuais. "Em 90% das perícias realizadas em computadores que foram alvos de fraudes eletrônicas foram encontrados softwares piratas", compara Emilio Munaro, coordenador do grupo de Trabalho Antipirataria da Abes.

Com vírus ou não, de fato, a cópia pirateada não inclui serviços de atualização e correções prestados pelos fornecedores, o que pode tornar o sistema do usuário vulnerável.

Para acessar o estudo completo clique aqui. http://www.bsa.org/idcstudy

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