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Positivo: PC popular pode esbarrar em crédito

Financiamento atrelado ao BNDES limita o acesso dos varejistas, que precisam atender uma série de requisitos, como a submissão a processo de auditoria, para ter acesso aos recursos, diz diretor

Daniela Moreira, do IDG Now!

12/12/2005 às 18h14

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Embora as medidas de isenção tributária do governo federal tenham oxigenado a indústria nacional de computadores, o programa de inclusão digital Computador para Todos pode ter resultados aquém dos esperados por conta da política de financiamento prevista na iniciativa. A análise é de Hélio Rotenberg, diretor da Positivo Informática, que já recebeu o selo do governo e está fabricando os PCs populares.

Para Rotenberg, o financiamento atrelado ao BNDES (que prevê o repasse do varejo para o consumidor) limita o acesso dos varejistas, que precisam atender uma série de requisitos, como a submissão a processo de auditoria, para ter acesso aos recursos. "Nenhum varejista gosta de se submeter a auditorias", diz o executivo.

Além disso, Rotenberg chama atenção para o fato de que apenas varejistas nacionais podem acessar o crédito, o que, mais uma vez, limita o alcance do programa. "Uma das principais redes de lojas do país não pode ter acesso a esta política porque o controle é de uma multinacional francesa", exemplifica o diretor.

Quando ao financiamento direto ao consumidor, que fica a cargo do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, Rotenberg também vê a alternativa com ceticismo. "Sabemos que conceder crédito ao consumidor de renda limitada não é exatamente prioridade no Brasil", critica o diretor.   

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