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Hackers buscaram dinheiro e não só fama em 2005

Adolescentes que invadiam sites para se gabar dão lugar a criminoso virtuais mais discretos e eficientes no roubo de dinheiro pela web

IDG Now!

27/12/2005 às 16h37

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Se uma força moveu a indústria de segurança da informação neste ano esta força foi o dinheiro, pura e simplesmente. Os dias em que adolescentes invadiam sites ou criavam vírus chatos apenas para se gabar acabaram.

Em 2005, uma classe mais sinistra de hackers emergiu, trabalhando por dinheiro e freqüentemente usando técnicas mais discretas e precisas. Este também foi um ano em que o custo financeiro de falhas em segurança tornou-se bastante claro.

O crime online compensa 

O crime virtual é uma preocupação crescente na medida que aumenta cada vez mais o número de programas maliciosos criados para roubo ou extorsão.

Embora em 2005 não tenhamos observado nenhuma explosão de um novo vírus na internet, os hackers criaram incontáveis variações de vírus e worms desenhados para driblar os softwares de antivírus e assumir o controle dos PCs.

Esses crescentes exércitos de computadores infectados, chamados botnets, foram usados para hospedar sites fraudulentos ou, como parte de esquemas de chantagem, para preparar ataques de negação de serviço.

Questão de privacidade

Se ainda há dúvidas a respeito da justificativa com despesas de segurança, pergunte aos executivos da ChoicePoint qual é sua opinião. Eles tiveram gastos de 6 milhões de dólares depois que ladrões de informação coletaram dados de milhares de clientes da sua empresa.

E a processadora de cartão de crédito CardSystems Solutions ainda pode sair dos negócios como resultado de uma falha grave de segurança no centro de operações a companhia.

Com mais de 20 leis estaduais exigindo a divulgação de falhas de segurança nos Estados Unidos, as empresas passaram a pagar um preço alto em relações públicas cada vez que um sistema é comprometido. O Legislativo trabalha para tornar as leis de divulgação nacionais.

Segundo uma pesquisa recente com vítimas de falhas de segurança, os usuários não recebem bem a perda de seus dados pelas companhias. Dos entrevistados, 60% disseram que, no mínimo, pensam em encerrar o relacionamento com a empresa responsável por deixar escapar suas informações.

Rede na mira

Michael Lynn pode ter perdido seu trabalho na conferência Black Hat 2005 neste ano, mas ganhou atenção do mundo todo por ter apontado algo que não tinha sido compreendido por um seleto grupo de especialistas em segurança antes: roteadores também podem ser hackeados.

Lynn, que era pesquisador da Internet Security Systems, foi processado após uma controversa palestra em que mostrou que havia conseguido rodar software não-autorizado em um roteador da Cisco Systems.

Desde a apresentação de Lynn, a Cisco corrigiu bugs no sistema operacional de rede que roda nos roteadores e os especialistas em segurança se questionam se um dia veremos o primeiro worm para roteador.

Rootkits para todos

No ano passado, os rootkits eram considerados uma forma relativamente obscura de cavalo de tróia para computadores Unix. Mas em novembro deste ano, o rootkit entrou para o mainstream graças à Sony BMG Music Entertainment, que distribuiu rootkit como parte de um software de proteção à cópia incorporado a alguns milhões de CDs de música.

Depois de semanas de reação furiosa dos clientes, Sony anunciou o recall dos produtos, mas, de acordo com especialistas em segurança, os rootkits para Windows chegaram para ficar.

Microsoft de olho na segurança

Depois de terem construído um respeitável mercado de antivírus de 2,5 bilhões de dólares anuais, a Symantec e a McAfee esperam apreensivas para ver o que vai acontecer quando a Microsoft se tornar uma concorrente neste segmento.

A gigante do software já está oferecendo uma versão beta do seu produto de antispyware, e uma versão prévia do antivírus para o corporativo Microsoft Client Protection é esperada a qualquer momento.

Embora os relatórios apresentados pela Symantec para uma investigação de antitruste na Europa conta a Microsoft tenham sido subestimados, o CEO da companhia de segurança, John Thompson, certamente tem esta nova concorrente sob sua mira: "Eles podem usar seu monopólio do Windows de forma injusta e o mundo estará vigiando", afirmou ele no início do ano. "E nós estaremos também".

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