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Europeus criam alternativa ao GPS

Com o satélite Giove-A (Sistema Galileu), europeus declaram independência do GPS norte-americano e do russo Glonass em 2008

28/12/2005 às 15h22

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O satélite Giove-A, primeiro desenhado no âmbito do sistema europeu de navegação por satélite, nomeado de Sistema Galileu, é um marco na história do projeto. O sucesso do lançamento, que será impulsionado pelo foguete russo Soyuz, na madrugada desta quarta-feira (28/12), significa sair da teoria e entrar na prática.

Depois que todos os 30 satélites (três são de reserva) estiverem funcionando, os europeus pretendem, em 2008, declarar independência dos sistemas GPS, norte-americano, e Glonass, russo. Diferentemente desses dois, controlados por militares, o Galileu será o primeiro em escala mundial sob comando de civis.

O Giove-A (o termo, Júpiter em italiano, tanto é uma homenagem ao astrônomo que foi o primeiro a observar as luas do planeta como corresponde às iniciais, em inglês, da expressão "elemento de validação em órbita de Galileu") será lançado de Baikonur, histórica base instalada no Cazaquistão. Construída pelos soviéticos em 1955, foi de lá, por exemplo, que partiu em 1961 o russo Yuri Gagarin, o primeiro homem a orbitar a Terra.

Desde o início dos 1990, a Europa sonha em ter seu próprio sistema de posicionamento global. O atual projeto, dirigido pela Comissão Européia em termos políticos e pela Agência Espacial Européia em termos técnicos, já sofreu alguns atrasos em seu cronograma inicial. Como, além de outras características, o Sistema Galileu será compatível com os demais, inclusive com os militares, existe também uma expectativa comercial grande por parte dos dirigentes europeus.

Com a capacidade de enxergar em tempo real um ponto qualquer na Terra com precisão de 1 metro, o Galileu, que custará cerca de 3,2 bilhões de euros, poderá oferecer uma gama enorme de serviços. O plano de negócios prevê que, em 2020, quase 3,6 bilhões de pessoas poderão estar usando, de alguma forma, o sistema. Por terra, água ou ar.

A Comissão Européia está em discussões com diversos países que desejam participar do Sistema Galileu, como Brasil, Austrália, Índia, México e Marrocos.

Entre as operações previstas para serem feitas pelo Giove-A está o teste da tecnologia do relógio atômico de alta precisão, considerado em termos tecnológicos um dos grandes avanços do Sistema Galileu. O equipamento varia, por dia, menos de 1 milionésimo de segundo. Todos os satélites estarão equipados com esses medidores atômicos do tempo.

Mais informações no site www.esa.int

Agência FAPESP

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