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Físico da IBM alerta para tempo de vida do CD

Kurt Gerecke diz que mídias baratas duram no máximo dois anos e as de qualidade só chegam a 5 anos

IDG Now!

10/01/2006 às 19h43

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As opiniões sobre o armazenamento em mídias digitais, como CDs e DVDs, são as mais variadas. Kurt Gerecke, físico e especialista em armazenamento da IBM Alemanha, tem sua própria visão: se você quer evitar ter que regravar seus CDs de poucos em poucos anos, armazene seus dados, fotos, vídeos e músicas em fitas magnéticas pela vida toda.

"Ao contrário dos CDs originais, mídias gravadas têm uma vida útil relativamente curta, entre dois e cinco anos, dependendo da qualidade do CD", disse Gerecke em uma entrevista.

"Há poucas coisas que você pode fazer para estender a vida de um CD gravado, como mantê-lo em local fresco e escuro, mas nada muito além disso".

O problema está na degradação do material. Discos ópticos normalmente usados para gravações - como CD-R e CD-RW - têm uma superfície de gravação constituída por tinta que pode ser modificada pelo calor.

O processo de degradação pode resultar em mudança de local dos dados na superfície, tornando a leitura impossível.

"Muitos dos CDs baratos graváveis disponíveis em lojas de descontos têm uma vida média de dois anos", disse Gerecke.

"Alguns discos de melhor qualidade oferecem uma vida útil mais longa, de no máximo cinco anos".

Porém, diferenciar CDs de boa qualidade dos ruins é difícil, disse ele, porque poucos fornecedores destacam a vida útil como argumento de venda.

Além disso, os HDDs (hard drive discs) também têm suas limitações, segundo Gerecke. O problema neste caso, segundo o físico, é o uso de drives mais baratos que se desgastam mais rápido. Sua recomendação é usar HDDs de 7,200 RPM (revolutions per minute).

Para superar as limitações da preservação em CDs graváveis, Gerecke sugere o uso de fitas magnéticas que, segundo ele, podem durar de 30 a 100 anos, dependendo da qualidade.

"Mesmo estando sujeitas a degradação, as fitas magnéticas são mídias de armazenamento superiores", disse ele.

Mas ele enfatiza que nenhuma mídia dura para sempre e, consequentemente, o consumidor e as empresas tem que ter um plano de migração para novas tecnologias de armazenamento.

"Empresas, em particular, precisam estar sempre de olho em novas tecnologias e ter um plano de arquivamento que permita migrar automaticamente para novas tecnologias", disse ele.

"Do contrário, eles vão chegar a uma rua sem saída. E para quem tem terabytes de dados cruciais este pode ser um problema colossal", alerta.
John Blau, IDG News Service

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